
O candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul Delcídio Amaral (PRD) acionou a Justiça Eleitoral para questionar a pesquisa AtlasIntel divulgada nesta semana sobre a disputa estadual e pediu a suspensão do levantamento.
Na representação, Delcídio levanta questionamentos sobre a metodologia utilizada pelo instituto, especialmente a aplicação dos questionários pela internet e as condições para auditoria dos dados coletados. As alegações apresentadas pela candidatura ainda dependem de análise da Justiça Eleitoral.
Outro ponto contestado é a presença de perguntas relacionadas à eleição presidencial no levantamento. A pesquisa divulgada pela AtlasIntel também apresentou dados sobre a corrida ao Palácio do Planalto e avaliações dos governos federal e estadual.
Delcídio sustenta que os procedimentos adotados precisam garantir transparência e condições adequadas para fiscalização e verificação das informações utilizadas na elaboração dos resultados.
Pesquisa ouviu mais de 1,2 mil eleitores
O levantamento AtlasIntel foi realizado entre os dias 27 de agosto e 1º de setembro. Segundo as informações divulgadas pelo instituto, foram ouvidos cerca de 1,2 mil eleitores de Mato Grosso do Sul por meio de questionário online. A margem de erro informada é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi realizada com recursos próprios do AtlasIntel e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MS-02047/2026.
No cenário para governador, o levantamento aponta Eduardo Riedel (PP) com 49% das intenções de voto, seguido por Fábio Trad (PT), com 26%, e João Henrique Catan (Novo), com 12,4%. Delcídio Amaral aparece com 0,3%.
Pedido aguarda análise da Justiça Eleitoral
Ao recorrer à Justiça Eleitoral, Delcídio busca impedir ou cancelar a divulgação do levantamento e pede maior transparência sobre os procedimentos empregados na pesquisa.
O questionamento apresentado pelo candidato não significa, por si só, que a pesquisa seja irregular. Caberá à Justiça Eleitoral avaliar os argumentos, documentos e eventuais manifestações das partes para decidir se existem elementos suficientes para determinar alguma medida contra a divulgação.
A controvérsia ocorre a menos de um mês do primeiro turno das eleições de 2026 e coloca a metodologia das pesquisas eleitorais no centro do debate político em Mato Grosso do Sul.
Da redação Mídia News Campo Grande

