Áudio revela pedido de whisky Macallan para Réveillon de Lulinha com bebidas de quase R$ 18 mil
Roberta Luchsinger encomendou bebidas de luxo para a virada de 2024 para 2025 e afirmou ao fornecedor que Macallan era o whisky “que o Fábio gosta”

Uma gravação atribuída à empresária Roberta Luchsinger revela a encomenda de quase R$ 18 mil em bebidas para uma festa de Réveillon em Brasília da qual participaria Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No áudio, ela menciona expressamente a preferência de Lulinha pelo whisky escocês Macallan.
Segundo as informações divulgadas neste domingo (14), o pedido foi realizado em 19 de dezembro de 2024 para a comemoração da passagem de 2024 para 2025. A encomenda alcançou R$ 17.925 e teria sido paga por Pix pela empresa RL Consultoria, ligada a Luchsinger.
Pedido tinha cinco garrafas de Macallan
A lista incluía uma garrafa de Macallan 15 anos, avaliada em R$ 1.699, duas garrafas de Macallan 12 anos Sherry Oak, por R$ 899 cada, e outras duas de Macallan Double Cask 12 anos, ao preço de R$ 869 cada. Também foram encomendadas 12 garrafas de champanhe Taittinger Brut Réserve, além de vinhos e outras bebidas.
Na gravação, ao conversar com o fornecedor sobre quais bebidas deveriam integrar a encomenda, Roberta afirma que o whisky poderia ser Macallan porque seria a marca de preferência de Fábio.
O material indica, portanto, a preferência atribuída a Lulinha, mas não demonstra que ele próprio tenha realizado a encomenda ou efetuado o pagamento. De acordo com a publicação, o pedido e o pagamento foram feitos por Luchsinger.
Réveillon seria realizado em Brasília
Ainda durante a conversa, Roberta explica que passaria a virada do ano em Brasília com Lulinha porque o presidente Lula também permaneceria na capital federal naquele período. A gravação, entretanto, não esclarece se o presidente participou da confraternização.
A relação entre Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva tem sido objeto de atenção nas investigações conduzidas pela Polícia Federal. Luchsinger já declarou publicamente que mantém uma relação antiga de amizade com Lulinha e sua família. A PF apura suspeitas relacionadas à atuação da empresária e possíveis tentativas de influência em negócios envolvendo órgãos do governo federal. A defesa de Lulinha nega irregularidades e sustenta que não houve participação dele em negociações ilícitas.
A revelação sobre as bebidas, isoladamente, não representa prova de crime. O episódio chama atenção pelo valor da encomenda e pela menção direta à preferência de Lulinha por uma marca de whisky de alto padrão.
Da redação Midia News Campo Grande





