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“Saúde não é colocar paciente numa van e fazê-lo atravessar o Estado”, diz Delcídio

Candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul questiona modelo de atendimento e defende serviços mais próximos, dignos e resolutivos para a população

O candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul, Delcídio do Amaral, criticou o modelo de atendimento que obriga pacientes do interior a percorrer longas distâncias em busca de consultas, exames e procedimentos médicos. Para ele, a discussão sobre a saúde pública no Estado precisa colocar o paciente no centro das decisões e considerar, além da eficiência administrativa, as condições enfrentadas por quem depende do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Saúde não é colocar uma pessoa com dor dentro de uma van apertada e fazê-la atravessar Mato Grosso do Sul atrás de um exame, uma consulta ou uma cirurgia”, afirmou Delcídio.

Longas viagens em busca de atendimento

O candidato chama atenção para a realidade de moradores de municípios que precisam deixar suas cidades e viajar para outros centros de referência para conseguir atendimento especializado.

Segundo Delcídio, o deslocamento pode representar um sofrimento adicional justamente para pessoas que já se encontram fragilizadas por problemas de saúde.

“São mães, pais, idosos e trabalhadores que saem de madrugada, passam horas na estrada e, muitas vezes, mal conseguem se alimentar. Isso é subestimar a fragilidade humana justamente quando alguém mais precisa ser cuidado”, declarou.

Na avaliação do candidato, ampliar a capacidade de atendimento regional e aproximar os serviços especializados da população deve fazer parte do planejamento da saúde pública sul-mato-grossense.

Gestão deve ser avaliada pela qualidade do atendimento

Delcídio também defende que o tema seja considerado nas discussões envolvendo privatização, terceirização e eventuais novos modelos de gestão das unidades e serviços de saúde.

“Podemos discutir contratos, gestores e modelos. Mas existe uma pergunta que vem antes de todas: isso vai melhorar a vida do paciente?”, questionou.

Para o candidato, indicadores administrativos e financeiros são importantes, mas não podem ser os únicos parâmetros utilizados para avaliar a eficiência do sistema. O resultado, segundo ele, também deve ser medido pela capacidade de reduzir filas, diminuir deslocamentos e oferecer atendimento adequado no momento em que o cidadão necessita.

“Saúde é cuidar de pessoas”

Delcídio afirma que uma política pública eficiente precisa considerar as diferenças regionais de Mato Grosso do Sul e buscar soluções capazes de levar consultas, exames, especialistas e procedimentos para mais perto da população.

“Tem gente esperando enquanto a dor não espera. Antes de discutir quem vai administrar, precisamos discutir quem está sendo cuidado. Saúde não é transportar doença. Saúde é cuidar de pessoas”, finalizou Delcídio.

Da redação Midia News Campo Grande

Flávio Fontoura

Flávio Fontoura é jornalista, fundador e editor-chefe deste portal, onde assina a maioria das reportagens. utiliza sua expertise no setor audiovisual e sua visão empreendedora para liderar a linha editorial do site, unindo o rigor da informação à dinâmica da produção de conteúdo moderno.

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