
A Bíblia impressa continua sendo a principal escolha dos evangélicos brasileiros para a leitura das Escrituras, apesar do avanço dos aplicativos e do consumo de conteúdo religioso pela internet. A conclusão faz parte da Pesquisa Evangélica Nacional 2026, divulgada pelo Instituto Valentes Intel.
O levantamento reuniu 14.933 respondentes autodeclarados evangélicos das 27 unidades da Federação e analisou aspectos relacionados à fé, valores, comportamento, consumo de mídia, rotina e política.
Segundo a pesquisa, 68% dos entrevistados preferem utilizar a Bíblia impressa, enquanto 25,5% apontam o aplicativo como principal opção de leitura.
Práticas religiosas permanecem presentes no cotidiano
Os resultados mostram também uma frequência elevada de práticas religiosas. Entre os participantes, 85,5% afirmaram frequentar cultos pelo menos uma vez por semana, enquanto 85,1% disseram orar diariamente.
A leitura diária da Bíblia foi declarada por 50,4% dos entrevistados. Ao mesmo tempo, 66,3% disseram consumir conteúdo digital cristão todos os dias, indicando a convivência entre práticas tradicionais e novas formas de acesso a conteúdos religiosos.
Pesquisa aponta diferenças em temas sociais
O levantamento também abordou questões sociais. De acordo com os resultados, 67,8% dos entrevistados disseram ser contrários ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e 70% se posicionaram contra a legalização da maconha.
Em outra questão, 85,7% afirmaram defender direitos iguais para homens e mulheres. Já 78,3% disseram considerar que ciência e fé se complementam.
Os dados mostram, portanto, que as respostas variam de acordo com o tema analisado, mesmo dentro de um segmento religioso frequentemente tratado de forma homogênea no debate público.
Identificação política varia conforme a geração
Na área política, a pesquisa identificou diferenças relacionadas à idade. Segundo o estudo, os participantes mais jovens apresentam menor alinhamento aos campos tradicionais de direita e esquerda. Conforme aumenta a faixa etária, cresce a identificação declarada com a direita.
No conjunto da pesquisa, 74,8% dos entrevistados se declararam de direita, 10,3% de esquerda e 9,2% de centro. Outros 5,7% não souberam responder ou não se posicionaram politicamente.
O levantamento também apontou que 71,2% disseram nunca ter votado seguindo indicação de pastor ou líder religioso, enquanto 22,6% afirmaram já ter feito isso em eleições anteriores.
Em relação aos fatores considerados no momento do voto, 32,6% citaram principalmente aspectos econômicos das propostas dos candidatos; 25,5%, a defesa de valores cristãos; 18%, valores morais e de costumes; e 16,8%, o combate à corrupção.
Levantamento utilizou questionário on-line
A Pesquisa Evangélica Nacional 2026 foi realizada por meio de questionário estruturado on-line, com participação voluntária. A base final ficou em 14.933 respondentes após processos de filtragem e validação.
Foram aplicadas 44 questões divididas em sete áreas. Segundo o instituto, os resultados foram ponderados pelo método Raking (IPF), com calibração por sexo, região, escolaridade, renda e raça/cor.
Como referências para a ponderação foram utilizados dados do Censo Demográfico 2022, do IBGE, e da PNAD Contínua 2024.
Por se tratar de questionário on-line de participação voluntária, essa característica metodológica deve ser considerada na interpretação dos resultados, ainda que o instituto informe ter aplicado ponderação estatística para ajustar a composição da base.
Os resultados descritivos e gráficos da pesquisa foram disponibilizados gratuitamente pelo Instituto Valentes Intel.
Mais informações:
Instituto Valentes Intel: https://valentes.org/intel
Grupo Valentes: https://valentes.org
Instagram: @valentes.org
Da redação Mídia News Campo Grande




