“Mentiras criminosas”: equipe de Flávio Bolsonaro nega fim do Bolsa Família, taxa no Pix e corte na aposentadoria
Assessoria do candidato do PL rebate informações que circulam nas redes sociais e afirma que programas sociais, direitos trabalhistas e serviços públicos serão preservados em eventual governo

A equipe de campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, reagiu à circulação de publicações nas redes sociais que atribuem ao parlamentar propostas de acabar com o Bolsa Família, cobrar taxas sobre transferências pelo Pix e reduzir aposentadorias.
A assessoria classificou as informações como “mentiras criminosas” e afirmou que o candidato não pretende extinguir benefícios sociais nem promover as mudanças mencionadas nas mensagens.
Segundo a posição apresentada pela campanha, programas como o Bolsa Família e o Farmácia Popular, além do Sistema Único de Saúde (SUS), seriam mantidos em uma eventual administração de Flávio Bolsonaro.
A equipe também rejeitou a possibilidade de cobrança de taxas sobre operações realizadas pelo Pix e negou planos de retirar direitos trabalhistas previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Bolsa Família e programas sociais
O Bolsa Família, principal programa federal de transferência de renda, está entre os temas abordados pela assessoria do candidato.
A campanha afirma que não existe proposta de encerramento do benefício. A declaração procura responder às mensagens que circulam nas plataformas digitais e que associam uma eventual vitória do candidato à suspensão dos pagamentos às famílias beneficiárias.
Outro ponto mencionado é o Farmácia Popular, programa que facilita o acesso da população a medicamentos. A assessoria sustenta que a iniciativa também seria preservada.
Em relação ao SUS, a equipe nega qualquer intenção de extinguir o sistema público de saúde, responsável por atendimentos médicos, vacinação, procedimentos hospitalares e diversos outros serviços oferecidos à população brasileira.
Pix e aposentadorias entram na discussão
As informações relacionadas ao Pix também foram contestadas. A campanha afirma que Flávio Bolsonaro não defende a criação de uma cobrança generalizada sobre transferências realizadas pelo sistema de pagamentos instantâneos.
A questão ganhou espaço nas discussões eleitorais por envolver uma ferramenta amplamente utilizada pelos brasileiros em operações financeiras cotidianas.
Sobre aposentadorias, a assessoria nega que exista proposta de redução dos benefícios previdenciários.
A manutenção dos direitos previstos na CLT também integra os esclarecimentos apresentados pela equipe do candidato.
Direitos trabalhistas e escala 6×1
A assessoria também garantiu que não há proposta de acabar com o 13º salário, as férias remuneradas ou os direitos constitucionais dos trabalhadores.
Quanto à discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1, a campanha defende negociações entre empregados e empregadores, considerando os possíveis impactos sobre a geração de empregos e os custos das empresas.
A posição apresentada prioriza medidas de incentivo à contratação formal e à redução da informalidade.
Petrobras e custo de vida
Outro assunto abordado foi a possibilidade de privatização da Petrobras. A equipe afirmou que Flávio Bolsonaro não anunciou intenção de vender a estatal.
Segundo a assessoria, as diretrizes econômicas defendidas pelo candidato incluem redução da carga tributária, maior competitividade no setor energético e iniciativas para diminuir os preços dos combustíveis, do gás de cozinha e dos alimentos.
Campanha busca esclarecer propostas antes do segundo turno
A manifestação ocorre durante a disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcada por discussões sobre políticas sociais, economia e direitos dos trabalhadores.
A circulação de informações sobre possíveis mudanças em benefícios públicos levou a campanha do PL a divulgar esclarecimentos sobre diferentes áreas de atuação do governo federal.
As declarações representam os compromissos anunciados pela equipe do candidato. A efetiva implementação das propostas dependeria de decisões administrativas, disponibilidade orçamentária e, quando necessário, aprovação do Congresso Nacional.
Da redação Mídia News Campo Grande





