
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, ingressou com uma ação judicial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alegando ter sido vítima de violência política contra a mulher em razão de declarações relacionadas ao Banco de Brasília (BRB) e ao Banco Master.
Na ação, a governadora pede R$ 64,8 mil de indenização por danos morais, sustentando que as manifestações do presidente ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram sua honra e sua condição de mulher no exercício de uma função pública.
O processo leva ao Judiciário um novo episódio de confronto político envolvendo o governo federal e a administração do Distrito Federal, tendo como pano de fundo as controvérsias relacionadas às operações entre o BRB e o Banco Master.
Declarações de Lula motivaram a ação
O episódio ocorreu em 16 de setembro de 2026, durante um evento político realizado em Ceilândia, no Distrito Federal. Na ocasião, Lula criticou a postura da governadora diante da crise envolvendo as operações financeiras entre o BRB e o Banco Master.
Durante o discurso, o presidente afirmou que Celina estaria agindo de maneira cínica e mentirosa ao tentar transferir para o governo federal a responsabilidade pelos problemas relacionados às instituições financeiras.
Para os advogados da governadora, as expressões utilizadas atingiram diretamente sua reputação e sua credibilidade como representante política.
A defesa argumenta que o presidente não se limitou a questionar decisões administrativas, mas utilizou qualificações pessoais que, segundo a ação, configurariam violência política contra a mulher.
Governadora também pede divulgação da sentença
Além da indenização de R$ 64,8 mil, Celina Leão solicita que uma eventual sentença judicial seja divulgada nos mesmos canais em que as declarações consideradas ofensivas tiveram repercussão.
Outro pedido apresentado à Justiça é para que Lula se abstenha de realizar novas manifestações da mesma natureza contra a governadora.
A ação foi protocolada no 2º Juizado Especial Cível de Brasília. Os argumentos apresentados pela defesa ainda serão analisados judicialmente, e não existe, até o momento, decisão reconhecendo a ocorrência de violência política contra a mulher.
Audiência está marcada para 4 de novembro
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) marcou uma audiência de conciliação para o dia 4 de novembro de 2026, por videoconferência.
O despacho foi publicado na quinta-feira (8), estabelecendo uma oportunidade para que as partes busquem uma solução consensual antes do prosseguimento da disputa judicial.
Caso não haja acordo, o processo poderá seguir para análise dos pedidos apresentados pela governadora, respeitados os procedimentos legais.
Até a divulgação das informações sobre a ação, não havia manifestação pública da Presidência da República especificamente sobre o processo.
O episódio ocorre em meio ao segundo turno das eleições de 2026, período em que Celina Leão, candidata à reeleição pelo Progressistas (PP), disputa o Governo do Distrito Federal com Leandro Grass (PT), enquanto Lula concorre à reeleição presidencial.
Da redação Mídia News Campo Grande





