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Hacker Azael foi a principal preocupação do TSE durante o primeiro turno das eleições de 2026

Tribunal registrou cerca de 40 mil tentativas de ataques cibernéticos e adotou medidas especiais de segurança; interrupção de 50 minutos na divulgação dos resultados não foi provocada por hackers

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enfrentou uma série de ameaças digitais durante o primeiro turno das eleições de 2026, realizado no domingo, 4 de outubro. Entre as principais preocupações da Justiça Eleitoral estava um cibercriminoso brasileiro conhecido pelo pseudônimo Azael, que havia anunciado nas redes sociais a intenção de atacar os sistemas do tribunal.

Até as 15h53 do dia da votação, o TSE havia contabilizado aproximadamente 40 mil tentativas de ataques cibernéticos, muitas delas classificadas como ataques de negação de serviço (DDoS), modalidade utilizada para sobrecarregar servidores e provocar a indisponibilidade de páginas e serviços na internet.

Apesar das ameaças, o tribunal informou que a apuração e a totalização dos votos não foram comprometidas.

Quem é o hacker Azael?

Conhecido no ambiente digital pelo pseudônimo Azael, o brasileiro ganhou notoriedade por reivindicar ataques contra sistemas de importantes instituições públicas e empresas brasileiras.

Entre os alvos anteriormente mencionados pelo próprio hacker estão o Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Petrobras e diferentes órgãos da administração pública.

A preocupação dos responsáveis pela segurança eleitoral aumentou depois que Azael anunciou publicamente que pretendia direcionar ataques ao TSE durante o primeiro turno.

A ameaça levou a Justiça Eleitoral a reforçar seus protocolos de proteção, embora não tenha sido comprovado que ele tenha conseguido comprometer os sistemas responsáveis pela votação.

Computadores foram desconectados da internet

Como medida preventiva, o TSE determinou que computadores utilizados por ministros e servidores fossem desconectados da internet quatro dias antes da eleição.

Os funcionários passaram a executar determinadas atividades sem conexão externa, reduzindo a exposição a possíveis invasões e tentativas de acesso não autorizado.

A previsão era restabelecer as conexões somente depois da conclusão da apuração e da totalização de todos os votos.

Divulgação dos resultados ficou interrompida por 50 minutos

Um dos momentos de maior tensão ocorreu durante a divulgação dos resultados presidenciais.

Na noite de 4 de outubro, por volta das 19h14, o sistema responsável pela apresentação dos números nacionais apresentou uma interrupção que durou aproximadamente 50 minutos.

A divulgação foi normalizada às 20h04.

Inicialmente, a ocorrência provocou questionamentos sobre uma possível ação de hackers ou interferência externa.

Entretanto, após avaliações técnicas, o TSE esclareceu que o problema estava relacionado ao elevado volume de dados processados simultaneamente.

A falha atingiu a divulgação nacional dos resultados na internet, mas não prejudicou a apuração nas urnas nem a totalização dos votos.

Ameaças contra servidores também são investigadas

Além dos ataques aos sistemas digitais, a Justiça Eleitoral passou a enfrentar uma onda de ameaças dirigidas a servidores e seus familiares.

Na quinta-feira, 8 de outubro, o TSE comunicou ter identificado aproximadamente 30 mil manifestações nas redes sociais envolvendo desinformação, exposição indevida de dados pessoais, discursos de ódio e ameaças.

Diante da situação, a presidência do tribunal acionou a Polícia Federal e o Ministério Público para investigar os episódios e buscar a responsabilização dos envolvidos.

Servidores ameaçados e seus familiares também passaram a contar com medidas adicionais de proteção.

Segurança eleitoral permanece em atenção para o segundo turno

Com o segundo turno presidencial marcado para 25 de outubro, a segurança digital permanece entre as prioridades da Justiça Eleitoral.

O episódio envolvendo Azael e as milhares de tentativas de ataques demonstra a importância dos mecanismos de proteção utilizados para preservar a infraestrutura tecnológica das eleições.

Até o momento, não há comprovação de que Azael tenha provocado a interrupção na divulgação dos resultados ou interferido na contagem dos votos.

Da redação Mídia News Campo Grande

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