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Ato pró-Lula na Avenida Paulista tem denúncias de agressões e depredação de estações do Metrô

Manifestação de apoio à reeleição do presidente Lula, em São Paulo, é marcada por relatos de pichações, danos ao patrimônio público e agressões contra duas mulheres

Uma manifestação de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, tornou-se alvo de denúncias de vandalismo e violência. Segundo os relatos divulgados, estações do Metrô teriam sido pichadas e danificadas, enquanto duas mulheres teriam sido vítimas de agressões durante os acontecimentos relacionados ao ato político.

As denúncias levantam questionamentos sobre a segurança durante manifestações eleitorais e a necessidade de identificar os responsáveis pelos possíveis crimes, sem atribuir a conduta de indivíduos a todos os participantes do evento.

Ativista denuncia socos e chutes durante manifestação

Uma das denúncias envolve a ativista Tamires Cardoso, moradora de Guarulhos. Ela afirmou ter sido agredida após comparecer à manifestação acompanhada de um homem identificado como Maurício.

Segundo seu relato, os dois colocaram uma figura de papelão do candidato Flávio Bolsonaro (PL) nas proximidades de uma viatura policial. Tamires declarou que recebeu socos e chutes, sofreu uma tentativa de derrubá-la e que pessoas tentaram tomar seu celular.

Em outro episódio, uma mulher teria sido alvo de insultos, ameaças e ofensas de caráter sexista. Policiais militares precisaram acompanhá-la para fora da concentração.

Portas e grades do Metrô foram danificadas

Durante a dispersão dos manifestantes, neste domingo (11), foram registrados episódios de tumulto, pichações e depredação nas proximidades das estações Consolação e Trianon-Masp, na Linha 2-Verde.

A Polícia Militar relatou danos em portas e grades de acesso à estação Consolação. Imagens também mostraram pessoas sobre a cobertura de uma entrada da Trianon-Masp.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo confirmou ocorrências de tumulto e depredação durante a dispersão. O Metrô, por sua vez, informou inicialmente não possuir registros internos de danos nas estações, o que demonstra a necessidade de esclarecimento sobre a extensão dos prejuízos.

Passageiros enfrentaram dificuldades

A grande concentração de pessoas também provocou transtornos no transporte público. A estação Trianon-Masp teve o acesso temporariamente fechado como parte das medidas de controle de multidões.

Passageiros relataram dificuldades para embarcar e precisaram procurar outras estações. Houve reclamações envolvendo também Consolação, Brigadeiro, Paraíso, Paulista e Higienópolis-Mackenzie.

Violência política e danos ao patrimônio

Os episódios ocorreram em meio à campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, quando Lula e Flávio Bolsonaro disputarão a Presidência da República.

Embora manifestações políticas sejam garantidas pela Constituição Federal, agressões, ameaças e depredações não estão protegidas pelo direito de reunião.

A identificação dos envolvidos e a apuração das denúncias são fundamentais para estabelecer responsabilidades individuais e eventuais prejuízos ao patrimônio público.

Da redação Mídia News Campo Grande

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