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Sesau intensifica combate ao Aedes aegypti em Campo Grande e identifica oito bairros com risco muito alto

Mesmo com queda nas notificações de dengue em 2026, Secretaria Municipal de Saúde prepara novos mutirões para o período de chuvas; agentes encontraram focos do mosquito em 684 imóveis em apenas uma semana

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande está reforçando as estratégias de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Com a aproximação do período chuvoso, a preocupação das autoridades sanitárias aumenta diante das condições favoráveis à reprodução do mosquito, especialmente pela combinação de temperaturas elevadas e água parada.

O planejamento das novas ações foi discutido nesta terça-feira (13), durante a 5ª Reunião Ordinária do Comitê Municipal de Enfrentamento às Arboviroses, realizada no auditório do Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul (CRF/MS).

O encontro reuniu representantes da saúde pública, órgãos governamentais e entidades da sociedade civil para avaliar os indicadores epidemiológicos e estabelecer prioridades para os próximos meses.

Oito bairros apresentam risco muito alto

Apesar da redução nos registros de dengue, o levantamento de índices do Aedes aegypti identificou oito bairros de Campo Grande classificados com risco muito alto para a presença do vetor:

  • Centro

  • Chácara dos Poderes

  • Santo Amaro

  • Carvalho

  • Noroeste

  • Nova Lima

  • Carlota

  • Santo Antônio

A superintendente de Vigilância em Saúde, Veruska Lahdo, destacou que a diminuição das notificações não significa o fim do perigo.

Segundo ela, o município atravessa um período de controle epidemiológico, mas precisa manter a vigilância e ampliar as medidas preventivas para evitar novos surtos.

Notificações de dengue apresentam queda de 65%

Conforme o Informe da Sala de Situação das Arboviroses nº 227, de 24 de setembro, Campo Grande contabilizou 1.614 notificações de dengue em 2026, contra 4.603 no mesmo período de 2025.

A redução corresponde a aproximadamente 64,9% nas notificações.

O município também registrou 43 casos confirmados de chikungunya e um caso de zika, sem mortes por arboviroses em 2026, conforme os dados apresentados.

Outro levantamento, referente aos casos prováveis de dengue, apontou 57 registros em 2026, diante de 534 no ano anterior, quando houve uma morte pela doença.

Agentes encontram focos em 684 imóveis

Os números das inspeções domiciliares reforçam a necessidade de participação da população.

Na última semana avaliada, os agentes de controle de endemias visitaram 20.364 imóveis em Campo Grande, identificando focos do mosquito em 684 propriedades.

Segundo a Sesau, aproximadamente 80% dos focos do Aedes aegypti estão localizados dentro dos imóveis, tornando indispensável a colaboração dos moradores.

Entre os principais locais que exigem atenção estão caixas-d’água destampadas, calhas obstruídas, vasos de plantas, pneus abandonados, ralos e recipientes que possam acumular água da chuva.

Mutirões terão apoio de diferentes instituições

A estratégia municipal prevê a ampliação dos mutirões de limpeza, campanhas educativas e mobilizações comunitárias nas regiões consideradas prioritárias.

A iniciativa deverá envolver secretarias municipais, Exército Brasileiro, associações de moradores e representantes da iniciativa privada.

O Comitê Municipal de Enfrentamento às Arboviroses, criado pela Resolução Sesau nº 963, de março de 2026, tem como objetivo integrar as ações de prevenção, educação em saúde e mobilização social.

Durante a reunião, também foram apresentadas as atividades desenvolvidas pelas equipes de campo, a campanha educativa “Juntos contra as Arboviroses” e a disponibilidade de materiais utilizados no controle do mosquito.

População deve reforçar cuidados antes das chuvas

Com a chegada do período de maior incidência de chuvas, a recomendação é realizar inspeções semanais nos quintais, jardins e áreas externas das residências.

A eliminação de recipientes que acumulam água e a manutenção adequada de reservatórios são medidas fundamentais para interromper o ciclo de reprodução do mosquito.

A Sesau ressalta que o combate à dengue exige ações permanentes, mesmo quando os indicadores epidemiológicos apresentam redução.

A participação dos moradores, associada ao trabalho dos agentes de saúde e aos mutirões de limpeza, será decisiva para diminuir os riscos de transmissão das arboviroses durante os próximos meses em Campo Grande.

Da redação Mídia News Campo Grande

Flávio Fontoura

Flávio Fontoura é jornalista, fundador e editor-chefe deste portal, onde assina a maioria das reportagens. utiliza sua expertise no setor audiovisual e sua visão empreendedora para liderar a linha editorial do site, unindo o rigor da informação à dinâmica da produção de conteúdo moderno.

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