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Ofício de Mendonça a Fachin sobre casos Master e INSS segue sem resposta há quase um mês

Ministro André Mendonça pediu esclarecimentos ao presidente do STF, Edson Fachin, sobre a possibilidade de processos relacionados ao Banco Master e ao INSS retornarem ao seu gabinete; indefinição envolve a distribuição dos casos na Corte

Um ofício encaminhado pelo ministro André Mendonça ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, permanece sem resposta há quase um mês, segundo informações divulgadas sobre os bastidores da Corte. O documento trata da possibilidade de processos relacionados ao Banco Master e a investigações envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltarem à responsabilidade do gabinete de Mendonça.

A consulta busca esclarecer a situação processual dos procedimentos e definir se haverá mudanças na condução dos casos. A questão envolve regras de distribuição, prevenção e competência no Supremo, mecanismos que determinam qual ministro deve atuar como relator de determinados processos.

Casos envolvem investigações de repercussão nacional

O caso Banco Master ganhou destaque nacional em razão de questionamentos sobre operações financeiras e possíveis irregularidades investigadas pelas autoridades competentes.

Já as investigações relacionadas ao INSS envolvem suspeitas de irregularidades em benefícios previdenciários, incluindo descontos associativos não autorizados, assunto que mobilizou órgãos de fiscalização e investigação.

Embora sejam procedimentos distintos, ambos exigem definições sobre a condução processual e a responsabilidade pela análise de medidas judiciais.

Mendonça afirma que permanece como relator

O ofício foi encaminhado em 25 de setembro, após a determinação de Fachin, em 12 de setembro, para que os autos dos dois casos fossem remetidos à presidência do STF.

No documento, Mendonça destacou que continuava formalmente como relator, mas que a transferência dos processos o impedia de assinar decisões. O ministro também relatou que permanecia recebendo petições apresentadas por advogados dos investigados.

Processos aguardam definição da presidência

A indefinição tem consequências práticas para o andamento das investigações. Entre os procedimentos pendentes estão pedidos de liberdade apresentados pelas defesas de investigados no caso Banco Master.

Em 11 de outubro, reportagem da CNN Brasil apontou que processos permaneciam sem andamento desde a transferência dos autos à presidência do Supremo.

Resposta de Fachin ainda é aguardada

Até este domingo, 18 de outubro, não havia confirmação pública de resposta formal ao ofício encaminhado por Mendonça.

A manifestação de Fachin deverá esclarecer se os processos retornarão ao gabinete do relator ou se haverá outra definição sobre sua tramitação.

Enquanto isso, permanece a expectativa de uma decisão capaz de restabelecer o andamento regular dos procedimentos, respeitando as competências dos ministros e as garantias processuais dos envolvidos.

Da redação Mídia News Campo Grande

Flávio Fontoura

Flávio Fontoura é jornalista, fundador e editor-chefe deste portal, onde assina a maioria das reportagens. utiliza sua expertise no setor audiovisual e sua visão empreendedora para liderar a linha editorial do site, unindo o rigor da informação à dinâmica da produção de conteúdo moderno.

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