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Moraes assume relatoria de novo inquérito contra Flávio Bolsonaro no STF

Ministro Alexandre de Moraes foi sorteado para conduzir investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz; ambos negam irregularidades

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado relator de um novo inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o advogado Willer Tomaz. A designação coloca o magistrado responsável pela condução processual do caso na Suprema Corte.

A investigação envolve suspeitas de movimentações financeiras irregulares, que deverão ser examinadas pelas autoridades competentes. Os dois citados negam a prática de irregularidades.

O papel de Moraes na investigação

Como relator, Alexandre de Moraes passa a ser responsável por analisar os pedidos apresentados no processo e decidir sobre eventuais medidas judiciais submetidas ao STF.

A distribuição por sorteio segue os mecanismos de definição de relatoria da Corte, observadas as regras regimentais de prevenção e competência.

A designação não representa, por si só, qualquer conclusão sobre a existência de crime ou a responsabilidade dos investigados.

Suspeitas de lavagem de dinheiro

O inquérito tem como objetivo esclarecer os fatos relacionados às suspeitas de lavagem de dinheiro e verificar se existem elementos que justifiquem o prosseguimento da investigação.

A apuração deverá observar as garantias constitucionais dos envolvidos, incluindo o direito à ampla defesa e ao contraditório nas etapas processuais aplicáveis.

Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz contestam as suspeitas. Até eventual decisão judicial definitiva, não é possível atribuir responsabilidade criminal aos citados apenas pela existência do procedimento investigativo.

Documentos bancários e relação com o advogado

Segundo informações divulgadas pela imprensa, a Polícia Federal identificou referências a Flávio Bolsonaro em documentos relacionados à Alcazar Holdings, empresa vinculada a Willer Tomaz.

A investigação examina possíveis relações financeiras entre os envolvidos, incluindo registros de operações no exterior e pagamentos de viagens realizadas em 2025.

A defesa de Flávio afirma que a relação com Tomaz se restringe à amizade entre as famílias. Também nega que o senador tenha compartilhado contas bancárias com o advogado ou empresas ligadas a ele.

O parlamentar classificou as acusações como falsas e atribuiu motivação eleitoral à divulgação do caso.

Segundo inquérito em tramitação no Supremo

Este é o segundo procedimento investigativo envolvendo Flávio Bolsonaro no STF.

O outro caso, sob relatoria do ministro André Mendonça, trata de suspeitas relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, e de possíveis repasses envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.

A nova investigação surge durante a campanha presidencial de 2026, às vésperas do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Até o momento, a existência dos inquéritos não significa comprovação das suspeitas. As investigações deverão esclarecer os fatos e permitir a avaliação das provas pelas autoridades responsáveis.

Da redação Mídia News Campo Grande

Flávio Fontoura

Flávio Fontoura é jornalista, fundador e editor-chefe deste portal, onde assina a maioria das reportagens. utiliza sua expertise no setor audiovisual e sua visão empreendedora para liderar a linha editorial do site, unindo o rigor da informação à dinâmica da produção de conteúdo moderno.

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