
A cinco dias da eleição, o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) convoca a militância e os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) a intensificar o trabalho de rua em todo o Estado. Em pronunciamento gravado, o parlamentar reconheceu a liderança do candidato nas pesquisas, mas advertiu que a margem é estreita — cerca de dois pontos percentuais — e que qualquer acomodação pode custar a vitória no domingo, 25 de outubro.
Reinaldo afirmou: “Vocês viram! Todas as pesquisas indicam que estamos muito perto da vitória. Flávio Bolsonaro lidera, mas com uma vantagem pequena, de cerca de 2 pontos”, afirmou. “A eleição será no domingo, dia 25. Até lá, vamos intensificar o trabalho, conversar com as pessoas, conquistar mais votos e combater as mentiras que o PT anda espalhando.”
O senador eleito foi enfático ao rejeitar o discurso de vitória antecipada. Para ele, pesquisa não é urna, e a diferença de dois pontos é menor do que a margem de erro de boa parte dos levantamentos. Nesse cenário, o que decide é a capacidade de mobilização — conversa direta, boca a boca, presença em bairros, feiras, igrejas, entidades de classe e locais de trabalho.
“Todos devem ir para as ruas e ganhar votos para Flávio, que representa a esperança do povo brasileiro”, conclamou o senador eleito.
O parlamentar direcionou boa parte do pronunciamento ao eleitor que, segundo ele, ainda não decidiu o voto ou cogita a abstenção. Argumentou que a eleição de Flávio Bolsonaro é a oportunidade de interromper um ciclo de gestão que, na sua avaliação, se sustenta em promessas repetidas e não em resultados. Citou filas na saúde, a violência que assusta as famílias e salários que não garantem alimento na mesa.
“Até quando vamos continuar ouvindo as mesmas promessas? O PT teve 18 anos no poder e não fez o que prometeu”, disse. “O Brasil precisa de resultados, não de promessas repetidas.”
Reinaldo também voltou ao argumento econômico que tem levado às ruas. Segundo ele, o País paga cerca de R$ 3 bilhões por dia apenas em juros da dívida pública, enquanto o governo mantém o ritmo de gastos. O efeito, afirmou, aparece no juro alto, no crédito caro, no endividamento das famílias e na perda de competitividade da indústria — inclusive com empresas migrando para o Paraguai e levando postos de trabalho.
“Tá todo mundo apertado: o agro enfrenta dificuldades, o comércio vende menos e muitas indústrias mudam para o Paraguai, levando junto os empregos”, afirmou. “Dia 25 é a oportunidade de você mudar tudo isso. Por mais empregos, progresso e paz social, vote Flávio Bolsonaro 22.”
O senador eleito encerrou a convocação apontando o que considera o eixo programático da candidatura: fé, família, liberdade, emprego e fortalecimento dos programas sociais. “De uma oportunidade a ele: dia 25, vote 22”, pediu.
A orientação repassada às lideranças regionais é de agenda intensiva até sábado, véspera do pleito, com prioridade para municípios onde a disputa está mais apertada e para a conversa com eleitores que votaram em outros candidatos no primeiro turno. Reinaldo tem repetido que a estrutura política construída em Mato Grosso do Sul — governador, dois senadores, sete dos oito deputados federais e 20 dos 24 deputados estaduais eleitos — só se converte em resultado nacional se houver voto nas urnas.
Da redação Midia News Campo Grande





