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Fotos mostram Lulinha e lobista em jatinho e festas com empresários; PF pede mais prazo

Imagens revelam viagens e encontros de Fábio Luís Lula da Silva com Roberta Luchsinger, enquanto Polícia Federal solicita ao STF mais tempo para concluir investigações

Fotografias divulgadas nesta quarta-feira (21) mostram Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado da lobista Roberta Luchsinger em viagens de jatinho e encontros sociais com empresários. A divulgação ocorre em meio a investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF), que solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a ampliação dos prazos para concluir diligências relacionadas aos envolvidos.

As imagens mostram momentos de convivência entre Lulinha, Roberta e empresários, incluindo viagens internacionais e eventos particulares. A publicação reacendeu questionamentos sobre as relações pessoais e empresariais mantidas pelo filho do presidente.

Viagem à Finlândia em jatinho executivo

Entre as fotografias divulgadas está uma imagem de Lulinha e Roberta Luchsinger a bordo de um jato executivo Embraer Praetor 600, durante uma viagem à Finlândia, realizada no início de 2025.

A viagem teria como objetivo acompanhar o fenômeno da aurora boreal, uma das principais atrações turísticas do país europeu.

O modelo da aeronave está entre os jatos executivos de alto padrão, com unidades novas avaliadas em mais de US$ 20 milhões. Entretanto, o avião utilizado na viagem teria sido fretado, sem indicação de que pertencesse aos passageiros.

Encontros com empresários chamam atenção

Outras fotografias mostram Lulinha e Roberta em festas e reuniões sociais com empresários, entre eles Marcelo Checon, proprietário da MChecon Design e Cenografia, empresa que atua na organização e produção de eventos.

As relações ganharam destaque diante de informações sobre contratos da empresa com órgãos públicos federais.

A existência de encontros sociais e contratos governamentais, entretanto, não comprova favorecimento ou participação de Lulinha em eventuais irregularidades.

Polícia Federal pede mais prazo ao STF

A Polícia Federal solicitou a prorrogação de dois inquéritos que investigam suspeitas de tráfico de influência e corrupção envolvendo Lulinha e Roberta Luchsinger.

Os pedidos foram apresentados em 2 de outubro ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, após o prazo inicial de 60 dias para as investigações.

Entre as diligências pendentes estão levantamentos sobre viagens nacionais e internacionais realizadas desde 2023, identificação de responsáveis pelo pagamento de despesas, movimentações bancárias, vínculos empresariais e registros de reuniões em órgãos públicos.

Uma das investigações apura possível intermediação de um contrato relacionado à cannabis medicinal no Ministério da Saúde. A outra examina suspeitas de favorecimento em negociações envolvendo empresas do setor de tecnologia e órgãos federais.

Até esta quarta-feira (21), não havia confirmação de decisão judicial autorizando a prorrogação dos prazos.

Roberta Luchsinger fala em delação premiada

A lobista Roberta Luchsinger afirmou recentemente que pretende colaborar com a Justiça por meio de uma delação premiada.

Em declarações públicas, ela alegou ter participado de reuniões com integrantes do governo federal e afirmou possuir informações sobre encontros envolvendo Lulinha, empresários e autoridades.

As declarações ainda dependem de apuração, e a intenção de colaborar não significa que um acordo de delação tenha sido formalizado ou homologado judicialmente.

Defesa de Lulinha contesta investigações

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva nega qualquer participação em irregularidades e sustenta que as fotografias divulgadas demonstram apenas relações pessoais e de amizade.

Os advogados também questionam a continuidade dos inquéritos, argumentando que as diligências realizadas até agora não apresentaram provas suficientes para justificar a manutenção das investigações.

A defesa de Roberta Luchsinger também contestou os pedidos de prorrogação e defendeu o arquivamento dos procedimentos.

A Polícia Federal, por sua vez, considera necessárias novas diligências para esclarecer os fatos e verificar se houve utilização indevida de relações pessoais para obtenção de vantagens em contratos públicos.

As investigações seguem sem conclusão definitiva, e não há comprovação judicial de responsabilidade criminal dos envolvidos.

Da redação Mídia News Campo Grande

Flávio Fontoura

Flávio Fontoura é jornalista, fundador e editor-chefe deste portal, onde assina a maioria das reportagens. utiliza sua expertise no setor audiovisual e sua visão empreendedora para liderar a linha editorial do site, unindo o rigor da informação à dinâmica da produção de conteúdo moderno.

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