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Rui Costa afirma que empresários atribuíram falta de ônibus em Salvador a ordem do prefeito

PT acionou a Justiça Eleitoral após redução do transporte público na capital baiana e obteve decisão determinando a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza

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A falta de ônibus no transporte coletivo de Salvador, na Bahia, neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, provocou uma disputa política e judicial envolvendo o governo estadual, a Prefeitura e representantes do Partido dos Trabalhadores (PT).

O ministro Rui Costa afirmou que empresários do setor de transporte coletivo teriam informado que a redução da circulação dos ônibus ocorreu por determinação do prefeito da capital baiana. A declaração levantou questionamentos sobre possíveis dificuldades impostas ao deslocamento dos eleitores até os locais de votação.

Diante da situação, o PT recorreu à Justiça Eleitoral, alegando que a insuficiência de veículos poderia comprometer o exercício do direito ao voto. Segundo as informações divulgadas, a iniciativa resultou em uma ordem judicial de prisão contra o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza.

Acusação envolve determinação para reduzir circulação

A principal controvérsia está na origem da redução da frota de ônibus. Conforme a declaração atribuída a Rui Costa, empresários do transporte teriam indicado que a medida partiu da administração municipal.

A acusação, entretanto, precisa ser diferenciada de uma conclusão judicial definitiva sobre a responsabilidade do prefeito ou dos gestores municipais.

Transporte público e direito ao voto

O funcionamento do transporte coletivo nos dias de eleição é considerado fundamental para garantir o acesso dos cidadãos às seções eleitorais, especialmente daqueles que dependem exclusivamente dos ônibus urbanos.

A redução da oferta de veículos pode provocar atrasos, aumentar o tempo de espera nos pontos e dificultar o comparecimento às urnas.

A legislação eleitoral prevê medidas destinadas a assegurar a liberdade do voto e impedir obstáculos indevidos ao deslocamento dos eleitores.

Justiça determina circulação integral da frota

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Maurício Kertzman Szporer, determinou a prisão do secretário Pablo Souza e o restabelecimento imediato de 100% da frota de ônibus, com horários e itinerários equivalentes aos dos dias úteis e gratuidade aos passageiros.

A decisão também estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento para a secretaria e as empresas concessionárias, após o prazo de uma hora da notificação.

Uma fiscalização do Procon da Bahia identificou 544 ônibus parados em garagens da capital durante a votação.

Prefeito nega determinação e apresenta outra versão

O prefeito Bruno Reis (União Brasil) negou ter ordenado a redução da frota. Segundo ele, empresários decidiram retirar temporariamente veículos de circulação para remover adesivos de propaganda eleitoral colocados nos ônibus.

Bruno Reis afirmou que a operação foi normalizada ainda pela manhã e que a prefeitura determinou a liberação dos veículos, inclusive daqueles que permaneciam com adesivos.

O secretário Pablo Souza, por sua vez, declarou que a situação estava sendo esclarecida judicialmente. Informações divulgadas durante a tarde indicaram que ele estava em Paris, na França, em missão oficial.

Episódio amplia tensão política no segundo turno

Rui Costa também defendeu a utilização de veículos oficiais do governo estadual para transportar eleitores e incentivou a população a oferecer caronas.

O PT solicitou ainda a ampliação do horário de votação, argumentando que os problemas no transporte poderiam prejudicar o comparecimento às urnas.

O episódio intensificou o confronto político na Bahia e colocou em discussão a responsabilidade pela operação do transporte coletivo durante as eleições. A eventual responsabilização criminal dos envolvidos dependerá da apuração dos fatos e das decisões judiciais cabíveis.

Da redação Mídia News Campo Grande

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