Zanin, Gilmar, Dino e Moraes articulam apoio a Rodrigo Pacheco para vaga no STF
Quatro ministros teriam firmado acordo para defender a indicação do ex-presidente do Senado à cadeira deixada por Luís Roberto Barroso; Cristiano Zanin seria responsável por apresentar a posição do grupo a Lula.

A disputa pela vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou um novo capítulo com a informação de que quatro integrantes da Corte teriam estabelecido um acordo para influenciar a próxima indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Alexandre de Moraes teriam se reunido na semana passada para discutir a sucessão de Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em 2025.
Segundo relatos publicados nesta segunda-feira (26), o grupo pretende defender a escolha do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco, atualmente ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Zanin teria recebido a missão de transmitir pessoalmente ao presidente a posição dos quatro magistrados.
A existência do suposto pacto e a atribuição dessa função a Zanin, entretanto, ainda não foram confirmadas oficialmente pelos envolvidos.
Rodrigo Pacheco é o nome defendido pelo grupo
A articulação ocorre em meio às negociações políticas para o preenchimento da cadeira deixada por Barroso. Pacheco já vinha sendo mencionado como possível indicado ao Supremo, especialmente entre integrantes da Corte e lideranças do Congresso Nacional.
O ex-presidente do Senado assumiu uma cadeira no TCU no final de setembro, mas seu nome voltou a circular nas discussões sobre a composição do STF.
A possibilidade de sua indicação também conta com o apoio político do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que anteriormente já havia defendido sua escolha para o Supremo.
Rejeição de Jorge Messias mudou cenário
A vaga de Barroso foi objeto de uma tentativa anterior de indicação pelo presidente Lula, que escolheu o advogado-geral da União, Jorge Messias.
Entretanto, a indicação foi rejeitada pelo Senado em abril de 2026, provocando um novo processo de articulação entre o Executivo e o Legislativo.
Na ocasião, Lula chegou a manifestar a intenção de apresentar novamente o nome de Messias. Desde então, outras possibilidades passaram a ser discutidas nos bastidores políticos de Brasília.
Com a reeleição de Lula no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25), a expectativa é de que o governo retome as negociações para preencher a vaga ainda em 2026.
Indicação depende de Lula e aprovação do Senado
Embora ministros do Supremo possam manifestar preferências e participar de conversas institucionais, a Constituição Federal estabelece que a escolha de novos integrantes da Corte é atribuição do presidente da República.
Depois de indicado, o candidato precisa passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e obter aprovação da maioria absoluta dos senadores, equivalente a pelo menos 41 votos.
Caso Rodrigo Pacheco seja escolhido e aprovado, sua saída do Tribunal de Contas da União abrirá uma nova vaga no órgão, desencadeando outra etapa de negociações políticas.
Até o momento, não houve anúncio oficial de uma nova indicação presidencial para a cadeira deixada por Barroso.
Da redação Mídia News Campo Grande





