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Paciente tem perna imobilizada com papelão em cidade do RN onde Lula recebeu 64% dos votos

Caso registrado em Currais Novos provoca denúncia sobre possível falta de material hospitalar e levanta questionamentos sobre as condições de atendimento na rede pública de saúde.

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Um paciente que sofreu fraturas no pé teria recebido atendimento médico com uma imobilização improvisada utilizando papelão no município de Currais Novos, no interior do Rio Grande do Norte. O episódio provocou questionamentos sobre a disponibilidade de materiais básicos na rede pública de saúde.

A denúncia foi apresentada pela Associação dos Técnicos em Gesso Ortopédico (Astego), que cobra explicações sobre as circunstâncias do atendimento e a possível falta de material adequado para realizar procedimentos ortopédicos.

O caso também ganhou repercussão política por ocorrer em um município onde, segundo a informação divulgada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu aproximadamente 64% dos votos. Entretanto, o resultado eleitoral não estabelece relação de causa e efeito com as condições do atendimento hospitalar.

Associação denuncia falta de materiais

Em manifestação publicada no dia 30 de outubro, a Astego afirmou que a utilização de papelão teria ocorrido devido à ausência de gesso e outros insumos necessários à imobilização de fraturas.

A entidade alertou que procedimentos inadequados podem comprometer a recuperação do paciente, dificultar a consolidação óssea e aumentar o risco de complicações.

A associação também anunciou que encaminharia pedidos de esclarecimentos à Prefeitura e à Secretaria Municipal de Saúde de Currais Novos, além de levar a denúncia ao Ministério Público do Rio Grande do Norte e aos órgãos de fiscalização.

Município deu 64,83% dos votos a Lula

No segundo turno das eleições presidenciais de 25 de outubro de 2026, Lula recebeu 16.991 votos em Currais Novos, correspondentes a 64,83% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) obteve 9.219 votos, equivalentes a 35,17%.

A votação ganhou destaque nas publicações sobre o episódio, mas a responsabilidade pela disponibilidade de materiais hospitalares precisa ser examinada conforme a administração da unidade, os contratos de fornecimento e as atribuições dos gestores de saúde.

Prefeitura é cobrada por explicações

A denúncia levanta dúvidas sobre o abastecimento das unidades de saúde, o controle dos estoques e a existência de protocolos para situações de emergência.

Até as informações consultadas, não havia confirmação de uma resposta oficial da administração municipal esclarecendo a falta de gesso ou as circunstâncias exatas da imobilização.

O caso reforça a necessidade de apuração das condições do atendimento e de medidas que assegurem aos pacientes acesso a materiais adequados para o tratamento de fraturas.

Da redação Mídia News Campo Grande

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