
Apenas um ano após o levantamento do aterro (acompanhando o fluxo das águas) as caixas de empréstimo se transformaram em mini ecosistemas com biodiversidade biológica.
O próprio leito rodavel e as barrancas da estrada já foram colonizadas por gramíneas nativas, cipós e até muito ginseng pantaneiro (Faffia glomeratta).
Rogamos ao Dr Arnildo Pott que nos ilustrasse quanto a esta erva flutuante avermelhada, e ele prontamente nos atendeu, sempre com legítima solidariedade pantaucha:
“- Essa ervinha flutuante vermelha é Azolla filiculoides, dum grupo de samambaias. Ela tem simbiose com uma alga que capta nitrogenio do ar, assim aduba o solo e a água. É usada no cultivo de arroz irrigado. É rica em proteína (22%), alimento de peixes, bovinos, suinos, aves e controla larva de mosquitos.
É da família Salviniaceae, a mesma da orelha-de-onça.
Mais um detalhe: as azollas constam como afrodisíacas!”
A minúscula erva flutuante Azolla compartilha graciosamente efeitos gigantescos na biodiversidade onde viceja.
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Armando Arruda Lacerda
MS 214
Trecho Porto São Pedro- Porto Chané-Fazenda Ypiranga




