Campo Grande inicia Novembro Negro com ações de combate ao racismo e promoção da igualdade racial
Programação da Secretaria Municipal de Assistência Social reforça parceria com o programa MS Sem Racismo e prevê atividades educativas, capacitação de servidores e valorização da cultura afro-brasileira

A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS), iniciou oficialmente a programação do Novembro Negro, mês dedicado à valorização da história, da cultura e das contribuições da população negra para a sociedade brasileira. A iniciativa também busca ampliar o debate sobre o enfrentamento ao racismo, à discriminação e às desigualdades raciais.
A abertura foi organizada pela Superintendência de Política de Direitos Humanos (SDHU) e representa mais uma etapa da parceria firmada entre o município e o Governo de Mato Grosso do Sul, por meio do programa MS Sem Racismo, ao qual Campo Grande aderiu em junho deste ano.
A proposta é transformar os compromissos institucionais em ações concretas, com medidas voltadas à promoção da igualdade racial e à garantia de direitos.
Plano municipal prevê capacitação e ações educativas
A adesão ao programa MS Sem Racismo estabelece a execução do Plano Municipal de Metas Antirracistas, organizado em eixos que incluem educação, capacitação da rede pública de atendimento e promoção da equidade.
Entre as medidas previstas estão a formação de servidores municipais, campanhas de conscientização, atividades educativas e mecanismos de acompanhamento das políticas públicas.
As iniciativas também contemplam a proteção dos direitos das populações negras, indígenas, comunidades quilombolas e povos tradicionais.
Durante a abertura, a secretária municipal de Assistência Social, Camilla Nascimento, destacou que a cooperação entre os órgãos públicos precisa produzir resultados efetivos para a população.
Segundo ela, a assinatura de parcerias representa apenas uma etapa do processo, sendo necessária a adoção de decisões e medidas capazes de transformar os compromissos assumidos em benefícios concretos.
Combate ao racismo deve ocorrer durante todo o ano
A superintendente de Política de Direitos Humanos, Priscilla Justi, ressaltou que o Novembro Negro oferece uma oportunidade para ampliar a discussão sobre igualdade racial e fortalecer as políticas públicas municipais.
O subsecretário estadual de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial, Deividson Deus da Silva, também destacou a importância da adesão de Campo Grande ao MS Sem Racismo, especialmente no enfrentamento à discriminação dentro das estruturas administrativas municipais.
Para a coordenadora do Núcleo de Promoção da Igualdade Racial, Gisele dos Santos, as atividades não devem ficar restritas ao mês de novembro.
A coordenadora defendeu que o enfrentamento ao racismo precisa fazer parte das ações permanentes do poder público, considerando que a discriminação racial exige respostas contínuas.
Palestras e atividades culturais integram programação
A solenidade de abertura contou com palestras da professora doutora Eugenia Portela de Siqueira Marques, integrante do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (NEAB/UFMS), e de Marcos André Sant’Ana Cardoso, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).
Os participantes abordaram o papel das instituições públicas na promoção da equidade racial e na construção de políticas voltadas ao enfrentamento das desigualdades.
A programação também dará continuidade a iniciativas desenvolvidas pela SAS nos bairros da Capital, com participação dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).
Entre os exemplos está o trabalho realizado no CRAS Canguru, que promove oficinas de tranças africanas, atividades com turbantes e rodas de capoeira.
Além de valorizar manifestações culturais afro-brasileiras, as oficinas de tranças também são utilizadas como instrumento de capacitação profissional e incentivo ao empreendedorismo.
A mobilização integra os esforços para ampliar o acesso da população às políticas de igualdade racial, fortalecer o respeito à diversidade e manter o enfrentamento à discriminação como uma responsabilidade permanente do município.
Da redação Mídia News Campo Grande





