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Deputado divulga vídeo de suposta campanha do PT dentro de universidades federais

Lucas Polese (PL-ES) denuncia utilização de espaços da Ufes e do Ifes para atividades eleitorais contra Flávio Bolsonaro e leva suspeitas de irregularidades à Justiça Eleitoral

O deputado estadual Lucas Polese (PL-ES) divulgou neste sábado (10) um vídeo em que denuncia o suposto uso de instalações de instituições federais de ensino no Espírito Santo para atividades eleitorais favoráveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. As imagens apresentadas pelo parlamentar mostram a confecção de cartazes contra Flávio Bolsonaro (PL) e uma reunião com estudantes.

Segundo Polese, militantes ligados ao Partido dos Trabalhadores estariam utilizando espaços da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) para organizar manifestações e mobilizar eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.

Imagens mostram cartazes contra Flávio Bolsonaro

No vídeo publicado nas redes sociais, o deputado apresenta imagens de pessoas confeccionando cartazes com mensagens contrárias à candidatura de Flávio Bolsonaro em uma sala identificada como pertencente ao setor de cartografia da Ufes.

Outro trecho mostra uma reunião realizada no campus do Ifes, em Linhares, município do norte do Espírito Santo. Durante a atividade, uma mulher faz críticas ao candidato do PL e afirma aos estudantes que ele não gosta das escolas federais.

Polese também apresentou publicações atribuídas ao diretório municipal do PT de Vitória, convocando apoiadores de Lula para uma manifestação com concentração no Teatro Universitário da Ufes, localizado no campus de Goiabeiras.

Para o parlamentar, os episódios levantam suspeitas sobre a utilização de estruturas públicas para favorecer uma candidatura presidencial.

Campanha para custear passagens também é denunciada

Além das atividades realizadas nas instituições de ensino, Lucas Polese questionou uma iniciativa denominada “Adote um estudante universitário”.

A campanha teria como objetivo aproximar eleitores de Lula que não possuem recursos financeiros para viajar até seus domicílios eleitorais de pessoas dispostas a custear suas passagens.

O deputado classificou a iniciativa como possível corrupção eleitoral, argumentando que o pagamento de despesas de deslocamento poderia representar uma vantagem oferecida a eleitores.

Durante a gravação, Polese exibiu um documento relacionado ao Ministério Público Eleitoral e a uma petição criminal apresentada na 1ª Zona Eleitoral de Vitória.

Legislação eleitoral prevê restrições

O Código Eleitoral brasileiro estabelece punições para a oferta ou promessa de dinheiro ou outras vantagens com a finalidade de obter votos. Dependendo das circunstâncias, a prática pode configurar corrupção eleitoral, crime cuja pena pode chegar a quatro anos de reclusão.

A Lei nº 6.091/1974 também estabelece regras e restrições relacionadas ao transporte de eleitores durante o período eleitoral.

Entretanto, a caracterização de eventual irregularidade depende da análise das circunstâncias, incluindo a finalidade do benefício oferecido e a existência de elementos que comprovem uma possível tentativa de obtenção de votos.

Da mesma forma, a realização de manifestações políticas em universidades não constitui automaticamente uma infração. É necessário verificar se houve utilização irregular de recursos públicos, favorecimento institucional ou outras condutas proibidas pela legislação.

Caso aguarda avaliação das autoridades

A denúncia ocorre em meio à intensificação da disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro, que se enfrentam no segundo turno das eleições de 2026.

Até o momento, as informações disponíveis não demonstram que tenha ocorrido uma decisão judicial reconhecendo as irregularidades apontadas pelo deputado.

Também não foi identificada, nas informações consultadas, manifestação oficial da Ufes, do Ifes ou do PT sobre as acusações específicas.

O caso deverá ser analisado pelas autoridades competentes, respeitando o direito de defesa dos envolvidos e a necessidade de comprovação das condutas denunciadas.

Da redação Mídia News Campo Grande

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