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Direita vence na Colômbia: Abelardo de la Espriella derrota candidato apoiado por Petro em disputa acirrada

Candidato conservador apoiado por Donald Trump supera Iván Cepeda por margem estreita e encerra ciclo político iniciado por Gustavo Petro

A Colômbia viveu neste domingo (21) uma das eleições presidenciais mais disputadas de sua história recente. O advogado e empresário Abelardo de la Espriella, identificado com a direita conservadora e apoiado politicamente pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conquistou uma vitória apertada sobre o senador Iván Cepeda, candidato apoiado pelo presidente colombiano Gustavo Petro.

Com praticamente todas as urnas apuradas, De la Espriella obteve cerca de 49,6% dos votos válidos, enquanto Cepeda alcançou aproximadamente 48,7%, uma diferença inferior a um ponto percentual. O resultado demonstra a forte polarização política que marcou a campanha eleitoral e dividiu o eleitorado colombiano entre a continuidade do projeto progressista de Petro e uma mudança para uma agenda mais conservadora.

A vitória representa uma guinada política no país após quatro anos do governo de Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da história colombiana. Durante a campanha, De la Espriella defendeu políticas de endurecimento no combate ao crime organizado, fortalecimento das forças de segurança e redução da participação do Estado na economia. Também prometeu rever negociações de paz conduzidas pelo atual governo com grupos armados e ampliar incentivos aos setores produtivos.

Conhecido por admirar líderes como Donald Trump, Javier Milei e Nayib Bukele, o novo presidente eleito construiu sua candidatura com forte discurso de segurança pública e combate à corrupção. Sua campanha ganhou força ao explorar o descontentamento de parte da população com a economia e o aumento da violência em algumas regiões do país.

Apesar da vitória anunciada, o resultado ainda enfrenta questionamentos. Iván Cepeda e aliados do governo Petro alegam possíveis irregularidades em milhares de seções eleitorais e defendem uma revisão detalhada da apuração oficial. As autoridades eleitorais colombianas seguem conduzindo os procedimentos legais previstos antes da homologação definitiva do resultado.

A posse presidencial está prevista para 7 de agosto e marcará o início de uma nova fase política na Colômbia, em um cenário de forte polarização ideológica e grandes desafios nas áreas de segurança, economia e governabilidade.

Da redação Mídia News

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