
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou, em Washington, nos Estados Unidos, que o ministro Alexandre de Moraes não poderá continuar no Supremo Tribunal Federal (STF) caso Flávio Bolsonaro vença a eleição presidencial de 2026. A declaração ocorre em meio à disputa pelo Palácio do Planalto e às tensões políticas envolvendo integrantes da família Bolsonaro e o Judiciário brasileiro.
Eduardo também declarou que não cumprirá a pena imposta a ele, indicando resistência às consequências judiciais de sua condenação. As afirmações acrescentam um novo capítulo ao confronto político entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes.
Declarações elevam tensão entre bolsonaristas e STF
Ao relacionar a permanência de Moraes no Supremo a uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro, Eduardo sinalizou que o futuro governo poderia buscar medidas contra o magistrado.
A declaração, entretanto, não representa uma possibilidade automática de afastamento. A Constituição Federal estabelece garantias para o exercício do cargo de ministro do STF, e o presidente da República não possui competência para destituir unilateralmente integrantes da Corte.
Entre os mecanismos constitucionais de responsabilização está o julgamento de ministros do Supremo pelo Senado Federal, nos casos de crimes de responsabilidade, observados os procedimentos legais.
Afirmação sobre cumprimento de pena
A declaração de Eduardo Bolsonaro de que não cumprirá sua pena também coloca em evidência o embate entre decisões judiciais e posicionamentos políticos.
O fato de estar nos Estados Unidos não elimina, por si só, os efeitos de eventual condenação no Brasil. A execução de uma pena depende da situação processual, das decisões judiciais aplicáveis e, quando necessário, dos instrumentos de cooperação jurídica internacional.
Eleição presidencial amplia confronto político
As declarações surgem durante a campanha para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro, quando Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva disputam a Presidência da República.
O posicionamento de Eduardo Bolsonaro reforça a centralidade do STF no debate político e antecipa possíveis conflitos institucionais caso haja mudança no comando do Executivo federal.
Apesar do discurso político, qualquer iniciativa destinada a afastar um ministro do Supremo deverá respeitar os limites constitucionais e as competências dos demais Poderes.
Da redação Mídia News Campo Grande





