
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) exibiu um quadro com a imagem de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante um ato de campanha realizado nesta terça-feira (22), em São Luís, no Maranhão. Ao levantar o retrato diante dos apoiadores, Flávio dirigiu uma provocação ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).
“Vem tomar meu quadro aqui, TRE. Vem aqui tomar meu quadro, TRE. Vai ter que me levar junto, porque eu vou honrar esse cara”, declarou o candidato durante o comício.
Reação à apreensão no Rio
A manifestação ocorreu um dia depois de um episódio envolvendo o candidato a deputado federal Rafael Satiê (PL-RJ), em Teresópolis, no Rio de Janeiro. Durante um ato político, oficiais da Justiça Eleitoral apreenderam um quadro de Jair Bolsonaro que estava sendo exibido pelo candidato.
Flávio utilizou o episódio para criticar as restrições impostas pela Justiça Eleitoral ao uso político da imagem do ex-presidente e transformou o quadro levado ao comício no Maranhão em uma manifestação pública de contestação à medida.
Decisões sobre uso da imagem de Bolsonaro
A controvérsia ocorre após decisões da Justiça Eleitoral envolvendo a utilização da imagem de Jair Bolsonaro em propaganda de candidatos.
Na semana passada, a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concedeu liminar restabelecendo a proibição do uso da imagem do ex-presidente na campanha de um candidato a deputado estadual em São Paulo. Segundo a fundamentação relatada pela imprensa, medidas anteriormente impostas a Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) vedam manifestações político-eleitorais, inclusive quando realizadas por terceiros.
A discussão também chegou à campanha de Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal. O TRE-DF determinou a retirada de uma propaganda que utilizava imagens do ex-presidente e uma declaração atribuída a ele, por entender que o conjunto transmitia uma manifestação de apoio político.
Flávio aumenta críticas às decisões judiciais
Durante o ato em São Luís, Flávio também acusou o STF de interferir no processo eleitoral. A acusação foi apresentada pelo candidato sem provas públicas que a sustentassem.
O episódio do quadro ocorre a poucos dias do primeiro turno das eleições de 2026 e acrescenta um novo capítulo à disputa jurídica e política em torno da utilização da imagem de Jair Bolsonaro nas campanhas eleitorais.
As regras gerais da propaganda eleitoral de 2026 são disciplinadas pela legislação eleitoral e pelas resoluções do TSE, enquanto os tribunais regionais atuam na fiscalização e no cumprimento das decisões da Justiça Eleitoral.
Da redação Midia News Campo Grande





