Gaspar diz que “tem muita gente para ser presa” e acusa PT de criar “fábrica de notícias falsas” no WhatsApp
Candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar denuncia suposta organização de grupos para disseminar desinformação durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

O candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), Alfredo Gaspar, fez duras acusações contra o Partido dos Trabalhadores (PT) ao afirmar que a legenda estaria utilizando grupos de WhatsApp para disseminar notícias falsas durante a campanha do segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Gaspar declarou que “tem muita gente para ser presa”, ao se referir à suposta atuação de pessoas envolvidas na produção e distribuição de conteúdos enganosos nas redes sociais.
As declarações aumentam a tensão entre as campanhas de Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputam a Presidência da República no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Acusações sobre grupos de WhatsApp
Segundo Gaspar, a suposta estrutura de disseminação de informações falsas funcionaria por meio de grupos de WhatsApp, utilizados para ampliar o alcance de mensagens relacionadas à disputa eleitoral.
O candidato a vice classificou a atuação atribuída ao PT como uma “fábrica de notícias falsas”, sugerindo a existência de uma operação organizada de comunicação digital.
As acusações, entretanto, precisam ser acompanhadas de provas que permitam identificar os responsáveis, a origem das mensagens e eventual participação de integrantes ou estruturas partidárias.
Responsabilização por desinformação eleitoral
A divulgação deliberada de informações falsas durante campanhas eleitorais pode provocar consequências jurídicas, dependendo do conteúdo, das circunstâncias e da comprovação de eventuais infrações.
A legislação eleitoral brasileira prevê mecanismos para combater a desinformação, inclusive medidas de remoção de conteúdos irregulares e responsabilização dos envolvidos, quando preenchidos os requisitos legais.
A utilização de aplicativos de mensagens representa um desafio para a fiscalização eleitoral, especialmente pela velocidade de compartilhamento e pela circulação de conteúdos em grupos privados.
Segundo turno amplia disputa nas redes sociais
Com a aproximação da votação decisiva, as campanhas presidenciais intensificam suas estratégias de comunicação digital, buscando alcançar eleitores por meio de aplicativos de mensagens e plataformas sociais.
O episódio evidencia a importância que o combate à desinformação adquiriu no debate eleitoral brasileiro.
Até que sejam apresentadas evidências e haja apuração pelas autoridades competentes, as declarações de Alfredo Gaspar devem ser tratadas como acusações políticas, e não como fatos comprovados.
Da redação Mídia News Campo Grande





