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Lula diz que não tem dinheiro para comprar celular e promete usar o de Janja em vídeo com Janones

Em tom de brincadeira, presidente afirma que pegará aparelho emprestado da primeira-dama caso canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, alcance 5 milhões de seguidores

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não tem dinheiro para comprar um celular e que pretende utilizar o aparelho da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, para participar de um canal de mobilização política no WhatsApp. A declaração foi feita em tom de brincadeira, durante vídeo divulgado nesta quinta-feira (15), ao lado do deputado federal André Janones (Rede-MG).

A gravação faz parte de uma campanha para ampliar o número de participantes do canal denominado “Exército do Lula”, administrado por Janones, que reúne aproximadamente 4,4 milhões de seguidores e busca alcançar a marca de 5 milhões antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.

Lula promete entrar no canal se meta for alcançada

Durante a conversa, Janones relembrou uma promessa feita anteriormente aos integrantes da comunidade. Segundo o parlamentar, caso o canal atingisse 5 milhões de inscritos, Lula compraria um celular para participar diretamente das atividades e interagir com os apoiadores.

O presidente, entretanto, respondeu de maneira descontraída, afirmando que não pretendia adquirir um aparelho.

“Não, eu não vou comprar porque eu não tenho dinheiro, eu vou pegar o da Janja emprestado e vou entrar”, declarou Lula.

A afirmação foi apresentada em tom de humor, sem indicação de que o presidente estivesse fazendo uma declaração literal sobre sua situação financeira.

Na sequência, Lula também incentivou a ampliação da comunidade, afirmando que convidaria outras pessoas para participar da iniciativa.

Canal esteve suspenso por determinação da Justiça Eleitoral

A divulgação do vídeo acontece após uma série de decisões envolvendo o funcionamento do canal no WhatsApp.

A comunidade foi alvo de questionamentos apresentados pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial. A representação apontava suspeitas de divulgação de informações falsas, acusações negadas por Janones.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisou a situação e determinou medidas relacionadas ao funcionamento e à regularização do canal como instrumento de comunicação eleitoral.

Na quarta-feira (14), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, autorizou o restabelecimento integral da comunidade, permitindo novas publicações e a entrada de participantes após a regularização das informações exigidas pela Justiça Eleitoral.

Redes sociais ganham importância na disputa presidencial

A mobilização digital tornou-se uma das estratégias utilizadas pelas campanhas presidenciais neste segundo turno.

Por meio do WhatsApp, apoiadores recebem conteúdos, vídeos e orientações para compartilhar mensagens relacionadas aos candidatos. A ferramenta permite alcançar milhões de pessoas e ampliar a circulação de informações eleitorais.

No caso do canal administrado por Janones, a proposta é utilizar a participação direta de Lula como incentivo para conquistar novos seguidores.

Apesar da promessa apresentada no vídeo, a entrada do presidente na comunidade permanece condicionada ao cumprimento da meta de 5 milhões de participantes.

A disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro será decidida nas urnas no próximo dia 25 de outubro.

Da redação Mídia News Campo Grande

Flávio Fontoura

Flávio Fontoura é jornalista, fundador e editor-chefe deste portal, onde assina a maioria das reportagens. utiliza sua expertise no setor audiovisual e sua visão empreendedora para liderar a linha editorial do site, unindo o rigor da informação à dinâmica da produção de conteúdo moderno.

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