
O homem em situação de rua suspeito de atacar uma jovem de 21 anos com um caco de vidro em Brasília foi liberado cerca de duas horas após ser conduzido à delegacia pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). O caso ocorreu nesta segunda-feira (3) e provocou forte repercussão devido à gravidade da agressão e ao histórico criminal atribuído ao suspeito.
De acordo com informações das autoridades, o ataque aconteceu por volta das 10h15, em um ponto de ônibus localizado em frente à sede do Banco Central, na área central da capital federal. A vítima havia acabado de desembarcar de um coletivo e seguia para o trabalho quando foi surpreendida pelas costas por um homem desconhecido.
Segundo a investigação inicial, o agressor utilizou um caco de vidro que estava preso à própria mão para atingir a jovem. A vítima sofreu ferimentos, recebeu atendimento médico, foi encaminhada ao hospital para realização de exames e, posteriormente, recebeu alta.
Após buscas realizadas pela PMDF, o suspeito foi localizado por volta das 15h, na região da Via N1, nas proximidades da Esplanada dos Ministérios. Conforme informou a corporação, ele ainda portava o pedaço de vidro amarrado à mão no momento da abordagem e não apresentou resistência durante a prisão.
Encaminhado à 5ª Delegacia de Polícia, o homem prestou depoimento e assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), procedimento previsto para infrações de menor potencial ofensivo em determinadas circunstâncias. Em seguida, foi liberado para responder ao caso em liberdade.
Informações divulgadas pelas autoridades apontam que o suspeito já possui diversas passagens policiais, totalizando 11 registros por diferentes ocorrências, a maioria relacionada à prática de atos obscenos. O histórico criminal voltou a ser debatido após a rápida liberação do investigado, levantando discussões sobre a aplicação da legislação e os procedimentos adotados em ocorrências dessa natureza.
O episódio também reacendeu o debate sobre segurança pública em áreas de grande circulação de pessoas no Distrito Federal, especialmente em regiões centrais onde trabalhadores e usuários do transporte coletivo transitam diariamente. A Polícia Civil do Distrito Federal dará continuidade às investigações para esclarecer todos os detalhes do caso e definir os próximos encaminhamentos legais.
Da redação Midia News

