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Mortes por terremotos de junho na Venezuela ultrapassam 6 mil, informa governo

Balanço oficial aponta 6.125 vítimas fatais e remoção de apenas 16,5% dos escombros, enquanto críticas à resposta das autoridades aumentam.

O número de mortos provocados pelos fortes terremotos que atingiram a Venezuela em junho deste ano ultrapassou a marca de 6 mil, segundo novo balanço divulgado pelo governo venezuelano. De acordo com as autoridades, as duas fortes tremores registrados em 24 de junho deixaram, até o momento, 6.125 vítimas fatais, além de dezenas de milhares de feridos e um cenário de destruição que ainda desafia as equipes de resgate e reconstrução.

O levantamento oficial também informa que apenas 16,5% dos escombros gerados pelo desastre foram removidos, evidenciando a dimensão dos danos causados nas áreas mais atingidas. Hospitais da região atenderam aproximadamente 61 mil pessoas desde a tragédia, enquanto milhares de moradores seguem desalojados ou dependentes de abrigos temporários.

As cidades mais afetadas continuam enfrentando dificuldades para restabelecer serviços essenciais, como abastecimento de água, atendimento médico e infraestrutura urbana. Especialistas alertam que a permanência de grandes volumes de escombros pode ampliar riscos ambientais e sanitários, favorecendo a proliferação de doenças e dificultando o retorno das famílias às áreas atingidas.

O governo afirma que mantém equipes mobilizadas para acelerar os trabalhos de limpeza, assistência humanitária e reconstrução. Entretanto, moradores e organizações humanitárias criticam a lentidão da resposta oficial, alegando demora no envio de equipamentos pesados e no atendimento às comunidades mais afetadas logo após os tremores. As críticas também apontam dificuldades na localização de vítimas soterradas durante os primeiros dias após o desastre.

Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, estão entre os desastres naturais mais devastadores da história recente da Venezuela. Além das perdas humanas, milhares de imóveis foram destruídos ou sofreram danos estruturais, ampliando o desafio das autoridades para recuperar as regiões afetadas e garantir condições de segurança à população. Especialistas avaliam que o processo de reconstrução poderá levar anos, diante da magnitude dos prejuízos materiais e sociais provocados pela tragédia.

Da redação Midia News

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