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NÃO, ISTO NÃO É!

O país não precisa desse jornalismo engajado e barato que desinforma e confunde o leitor

O apocalíptico  editorial da revista ISTO É vem apenas comprovar a reconhecida situação de penúria da chamada imprensa tradicional.

Não bastasse a intenção clara dessa desacreditada revista em atingir o Governo Federal ,culpando o Presidente da República da maneira mais absurda pelos incêndios ocorridos no Pantanal, percebe-se também em seu editorial antipatriótico algo que, quase subliminarmente, vem embutido naquele discurso intimidador, quando o editorialista clama pela intervenção de “líderes globais “e “portentos “do sistema financeiro .

Ali já se pode diagnosticar a trama engendrada por trás daquela verborragia.

Então o Brasil precisa, segundo esse jornalista, que o sistema bancário, grande beneficiário das politicas econômicas dos governos socialistas e que surfou no sangue dos brasileiros por trinta anos, que essa mesma gente tome as rédeas da nossa agenda ambiental?

Pior, sugere que líderes estrangeiros nos digam como tratar as questões ambientais em nosso território?

Claro, sabemos que pessoa ligada a um “potentíssimo” das finanças  adquiriu e está adquirindo imensos latifúndios no Pantanal. Seria fácil concluir sobre suas intenções : ou desentronizá-lo ,aí seguindo a cartilha das ONGs internacionais e quem sabe de “líderes mundiais”, ou com fins especulativos , ambas possibilidades bem distantes dos discursos e das aparências.

Mas não diremos isso, não é mesmo? Não sofremos desse nanismo moral dos que acusam levianamente cidadãos honrados.

Mas ,aquilo tudo que foi escrito denota uma raiva incontida ,sentimento que permeia o jornalismo pelego sustentado até bem pouco tempo por vultuosos recursos públicos  e que veio a furo como um tumor purulento que certamente infectou o raciocínio de quem escreveu tantas barbaridades.

O país não precisa desse jornalismo engajado e barato que desinforma e confunde o leitor e que a todo custo busca criar o caos no seio da opinião pública.

Os incêndios que ocorrem no Brasil e no resto do mundo tem como causa principal a má distribuição das chuvas, em grande medida por culpa do fenômeno La Niña que ,todos sabemos, sempre influiu no clima global. Caso não esteja agindo de má fé ,é recomendável que se observe as imagens de satélite que mostram o fogo por todo o planeta.

Aqui no Pantanal agregamos nossos próprios fatores além da seca, como a falta de infraestrutura para combater o fogo em locais ermos, possíveis ocorrências de raios, combustão espontânea, abandono de grandes áreas nas proximidades dos nossos rios ocasionando a produção de biomassa de fácil combustão, acidentes provocados sem intenção, e talvez algum fogo provocado.

Porém, nesses casos, não se pode acusar quem quer que seja sem que se proceda exaustiva investigação da autoria. A autoria há que ser comprovada. É absolutamente temerário e descabido o pré julgamento como tem ocorrido até por autoridades que embarcam no velho chavão das “queimadas para fazer pasto.

“Mesma acusação utilizada quando os ribeirinhos do rio Taquari tentavam impedir o extravasamento das suas águas!

Todos vimos no que deu!

Parte da imprensa tem acusado de forma genérica os fazendeiros ,em atitude parcial e desonesta.

Uma conhecida repórter de televisão do estado chegou sugerir que houvesse um “dia do fogo”, em que pessoas previamente combinadas teriam incendiado o Pantanal.

Sim, mas quais pessoas? Então poderíamos suspeitar de terrorismo? É uma acusação gravíssima! Conhecedora ,como se considera do Pantanal, terá percebido onde ocorreram e ainda ocorrem esses incêndios, em sua imensa maioria às margens ou nas proximidades de rios e estradas .

Percebe-se uma orquestração direcionada a manchar a imagem do pantaneiro por parte da imprensa e dos internautas da esquerda desesperada, como um certo corumbaense auto exilado, comunista de carteirinha, rancoroso com sua própria existência, servidor fiel de um governo acusado de corrupção em vários processos e que a todos envergonha com sua conhecida hostilidade para com seus conterrâneos. Pobre pessoa!

Os pantaneiros devem se organizar e defender seu secular conceito de sustentabilidade, pois nenhum lugar deste planeta apresenta as condições de conservação aqui encontradas embora já sejam decorridos bem mais de dois séculos de ocupação.

Neste momento, devemos cerrar  fileira em busca do necessário respeito que todos merecemos.

Não podemos permitir que injustiças sejam perpetradas contra companheiros nossos, acusados levianamente pela imprensa oportunista e irresponsável inclusive por políticos do Estado de MS que ignoram totalmente nossa realidade.

Não nos renderemos e não entregaremos o nosso Pantanal!

Vamos à luta!

Manoel Martins de Almeida

Produtor rural no Pantanal

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