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Naufrágio de barco com migrantes deixa mortos e desaparecidos na costa da Tunísia

Embarcação havia partido do sul da Tunísia com destino à Itália; informações iniciais apontavam 13 desaparecidos e dois resgatados, mas balanço mais recente indica duas mortes

Um barco que transportava migrantes em direção à Itália naufragou na costa da Tunísia, deixando mortos e desaparecidos no Mar Mediterrâneo. As primeiras informações divulgadas apontavam que pelo menos 13 tunisianos estavam desaparecidos e que duas pessoas haviam sido resgatadas.

O balanço, porém, foi atualizado neste domingo (23). Segundo informações mais recentes da Associated Press, dois corpos foram recuperados, cerca de 12 pessoas continuam desaparecidas e uma pessoa foi resgatada com vida. A embarcação transportava aproximadamente 15 pessoas e teria partido de uma área entre Zarzis e Ben Guerdane, no sul da Tunísia.

O barco deixou a costa tunisiana nas primeiras horas de quinta-feira (20), com os ocupantes tentando realizar a travessia do Mediterrâneo em direção ao território italiano.

Mostafa Abdelkebir, chefe do Observatório Tunisiano para os Direitos Humanos, havia informado inicialmente à Reuters que 13 tunisianos estavam desaparecidos e dois haviam sido encontrados. Um dos sobreviventes relatou aos socorristas que permaneceu durante horas no mar depois que a embarcação virou. O segundo resgatado, segundo aquela informação preliminar, estaria em estado crítico.

Com o avanço das operações de busca, autoridades tunisianas passaram a divulgar um balanço diferente. Helicópteros e embarcações da Guarda Costeira participam das buscas pelos desaparecidos.

Rota perigosa pelo Mediterrâneo

A Tunísia está entre os principais pontos de partida de migrantes que tentam alcançar a Europa pelo Mediterrâneo Central. A Itália, especialmente a ilha de Lampedusa, é um dos destinos mais procurados devido à proximidade com o litoral do norte da África.

Nos últimos anos, o governo tunisiano intensificou o controle de suas fronteiras marítimas e as ações contra travessias irregulares. O país também mantém cooperação com países europeus para reduzir a saída de embarcações com migrantes.

Apesar do reforço da fiscalização, naufrágios continuam sendo registrados na região, principalmente envolvendo barcos pequenos e precários utilizados para percorrer uma das rotas migratórias mais perigosas do mundo.

As operações de busca continuam para localizar os desaparecidos e esclarecer definitivamente quantas pessoas estavam na embarcação no momento do naufrágio.

Da redação Mídia News Campo Grande

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