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OAB/DF lança “Violentômetro Jurídico” para alertar sobre sinais de violência contra mulheres

Ferramenta apresenta diferentes estágios de agressão e busca ajudar mulheres a reconhecer comportamentos abusivos antes que a violência se agrave

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Distrito Federal (OAB/DF) teria lançado uma ferramenta denominada “Violentômetro”, criada com o objetivo de alertar mulheres para os diferentes estágios da violência e ajudar na identificação de comportamentos abusivos ainda nos primeiros sinais.

A proposta é chamar a atenção para situações que muitas vezes são naturalizadas dentro dos relacionamentos, mas que podem representar formas de violência psicológica, moral, patrimonial, física ou sexual. A ferramenta segue uma lógica de escalada, mostrando que a agressão nem sempre começa com violência física e pode avançar gradualmente para situações de maior risco.

O chamado Violentômetro é utilizado como instrumento de conscientização em ações de prevenção à violência contra a mulher. A ferramenta organiza comportamentos em níveis de alerta, permitindo que situações como humilhações, ameaças, controle, chantagens, intimidação e agressões sejam reconhecidas como sinais que exigem atenção.

A importância desse tipo de orientação está justamente na possibilidade de identificar o problema antes que ele alcance estágios mais graves. Especialistas e instituições que atuam no enfrentamento da violência doméstica destacam que relações abusivas podem apresentar inicialmente comportamentos de controle e desqualificação, que acabam sendo confundidos com ciúmes, preocupação ou conflitos comuns do relacionamento.

O instrumento também reforça a necessidade de ampliar o acesso à informação sobre os direitos das mulheres e sobre os mecanismos de proteção disponíveis. A violência doméstica é prevista na legislação brasileira e pode envolver diferentes formas de agressão, não se limitando às ocorrências físicas.

A Lei Maria da Penha estabelece mecanismos de prevenção, assistência e proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Nesse contexto, ações educativas e ferramentas de identificação podem contribuir para que vítimas, familiares e pessoas próximas reconheçam situações de risco e procurem orientação.

A utilização do Violentômetro não substitui uma avaliação jurídica ou policial, mas pode funcionar como instrumento inicial de conscientização. Em casos de violência ou ameaça, a mulher deve buscar a rede de proteção e os canais oficiais de atendimento.

Embora o uso do Violentômetro como ferramenta de prevenção seja documentado por instituições públicas e organizações que trabalham com o tema, não foi localizada, nesta verificação, uma fonte oficial da OAB/DF que confirme especificamente o lançamento mencionado no rascunho. Por isso, a informação sobre o lançamento pela seccional do Distrito Federal permanece pendente de confirmação documental.

Da redação Midia News

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