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Pesquisas erram liderança no 1º turno: veja o que Datafolha, AtlasIntel e outros projetaram

Levantamentos apontavam Lula numericamente à frente na reta final, mas urnas deram vitória a Flávio Bolsonaro, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% do petista

As principais pesquisas eleitorais divulgadas na reta final do primeiro turno da eleição presidencial de 2026 não conseguiram antecipar corretamente a ordem dos dois primeiros colocados. Enquanto levantamentos de Datafolha, AtlasIntel, Quaest, Real Time Big Data e Meio/Ideia mostravam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente à frente, as urnas colocaram Flávio Bolsonaro (PL) na liderança.

A diferença ficou definitivamente estabelecida após a conclusão da apuração pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com 100% das seções totalizadas, Flávio Bolsonaro recebeu 56.104.503 votos, ou 47,03% dos votos válidos. Lula terminou com 53.879.538 votos, equivalentes a 45,16%. A vantagem foi de 2.224.965 votos, ou 1,87 ponto percentual.

Os números atualizados substituem a parcial de 99,02% das urnas, quando Flávio aparecia com 47,21% e Lula com 44,95%.

Datafolha apontava Lula três pontos à frente

Na última pesquisa Datafolha, Lula aparecia com 45% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 42%. A margem de erro era de dois pontos percentuais, portanto os dois estavam tecnicamente empatados. Datafolha

O resultado das urnas, porém, inverteu a vantagem numérica: Flávio terminou 1,87 ponto à frente de Lula.

AtlasIntel também inverteu a ordem

A AtlasIntel apresentou uma das diferenças mais significativas em relação à ordem registrada nas urnas. O levantamento divulgado na reta final indicava 47% para Lula e 44,1% para Flávio, considerando os votos válidos.

A pesquisa, portanto, projetava vantagem de 2,9 pontos para Lula. Nas urnas, Flávio abriu vantagem de 1,87 ponto, uma inversão de aproximadamente 4,77 pontos na diferença entre os dois candidatos.

Quaest chegou mais perto

A Quaest mostrou uma disputa bem mais apertada. Sua última pesquisa indicava Lula com 46% e Flávio com 45% dos votos válidos, diferença de apenas um ponto e dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Apesar de também inverter a ordem final, foi um retrato mais próximo da disputa efetivamente registrada.

Real Time Big Data apontava cinco pontos para Lula

O Real Time Big Data estimava 46% dos votos válidos para Lula e 41% para Flávio Bolsonaro, vantagem de cinco pontos para o petista.

Foi uma diferença considerável em relação ao resultado: Flávio não apenas ultrapassou os 41% projetados como chegou a 47,03%, terminando na primeira posição.

Meio/Ideia mostrava equilíbrio

A pesquisa Meio/Ideia trabalhava com votos totais e mostrava Lula com 39,4% e Flávio com 38,4%, caracterizando empate técnico. Como essa base inclui categorias que não entram no cálculo dos votos válidos, a comparação direta com os percentuais finais do TSE exige cautela.

Ainda assim, a ordem numérica apresentada pelo instituto também colocou Lula à frente.

Pesquisas não são previsões

Embora a diferença entre levantamentos e urnas gere questionamentos, pesquisas eleitorais são fotografias do eleitorado no período em que as entrevistas são realizadas, e não previsões garantidas do resultado. Margem de erro, metodologia, composição da amostra e mudanças de voto nos últimos dias podem produzir diferenças.

Neste primeiro turno, porém, um fato chama atenção: os principais levantamentos citados colocavam Lula numericamente na liderança, enquanto Flávio Bolsonaro terminou efetivamente em primeiro lugar.

Nenhum dos dois, contudo, ultrapassou 50% dos votos válidos. Com isso, Flávio Bolsonaro e Lula disputarão o segundo turno em 25 de outubro, quando os brasileiros voltarão às urnas para escolher o presidente da República.

Da redação Mídia News Campo Grande

Flávio Fontoura

Flávio Fontoura é jornalista, fundador e editor-chefe deste portal, onde assina a maioria das reportagens. utiliza sua expertise no setor audiovisual e sua visão empreendedora para liderar a linha editorial do site, unindo o rigor da informação à dinâmica da produção de conteúdo moderno.

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