Profecia atribuída a Mãe Shipton volta a circular e fala em destruição do mundo
Lenda envolvendo vidente inglesa atravessa séculos e ganhou versões sobre catástrofes, tecnologias e até o fim da humanidade; registros históricos, porém, colocam em dúvida a autenticidade das previsões

Uma antiga profecia atribuída à inglesa conhecida como Mãe Shipton continua despertando curiosidade séculos depois de sua morte. A personagem, cujo nome teria sido Ursula Southeil, tornou-se uma figura lendária do folclore britânico e passou a ser associada a previsões sobre guerras, avanços tecnológicos, grandes catástrofes e até o fim do mundo.
Mãe Shipton teria vivido na Inglaterra entre os séculos XV e XVI e acabou ganhando fama como profetisa. Com o passar dos anos, histórias sobre suas supostas capacidades de prever acontecimentos futuros se espalharam pelo país, enquanto sua imagem também passou a ser relacionada à bruxaria.
Entre as previsões atribuídas a ela estão descrições posteriormente interpretadas como referências a automóveis, navios de ferro, aviões, telecomunicações e transformações profundas na sociedade. Algumas versões modernas também associam suas profecias a uma grande catástrofe capaz de ameaçar a humanidade, incluindo interpretações envolvendo objetos vindos do espaço.
Entretanto, documentos históricos colocam em dúvida grande parte dessas previsões. A primeira publicação conhecida relacionada às profecias de Mãe Shipton surgiu somente em 1641, décadas depois da época em que ela supostamente teria vivido.
A situação se torna ainda mais controversa no caso da famosa previsão sobre o fim do mundo. Em 1862, o livreiro e editor Charles Hindley publicou uma versão contendo versos que anunciavam que o planeta chegaria ao fim em 1881. Anos depois, em 1873, Hindley reconheceu que havia criado esses versos e outras supostas profecias atribuídas à inglesa.
Mesmo assim, a previsão provocou temor. Registros históricos relatam que, em 1881, moradores de áreas rurais da Inglaterra chegaram a abandonar suas casas e passaram a noite rezando em campos, igrejas e capelas diante do medo de que o mundo realmente acabasse.
Portanto, embora a história de Mãe Shipton permaneça como uma das lendas proféticas mais conhecidas da Inglaterra, não existe comprovação histórica de que ela tenha previsto a destruição da Terra por um asteroide. Essa interpretação deve ser tratada como lenda ou conteúdo apócrifo, e não como uma previsão científica.
Da redação Mídia News

