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PT avalia acionar Justiça Eleitoral após distribuição de adesivos pró-Flávio Bolsonaro em Carnaval

Partido estuda possível propaganda antecipada e quer apuração sobre ação realizada em Pernambuco

O Partido dos Trabalhadores (PT) avalia ingressar com uma representação na Justiça Eleitoral após a distribuição de adesivos com conteúdo político em Pernambuco durante o período de Carnaval. A ação, que teve como protagonista o ex-ministro do Turismo Gilson Machado, envolveu material com a imagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e menção indireta às eleições presidenciais de 2026.

De acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil, os adesivos foram entregues ao público durante a madrugada do sábado de Carnaval (15). O material exibia uma foto de Flávio ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhada da frase: “O Brasil está com Flávio Bolsonaro 2026”, o que levantou questionamentos sobre possível प्रचार antecipada.

A iniciativa foi registrada em vídeo e compartilhada nas redes sociais pelo próprio Gilson Machado. Em uma das publicações, o ex-ministro afirmou: “Enquanto Lula pula nos blocos, eu faço o meu trabalho de formiguinha”, sugerindo engajamento político durante o evento popular.

Possível enquadramento eleitoral

A legislação eleitoral brasileira proíbe propaganda eleitoral antecipada fora do período permitido, ainda que em formato indireto. Diante disso, o PT busca avaliar se a distribuição dos adesivos pode configurar irregularidade eleitoral, especialmente por associar imagem e mensagem com eventual candidatura futura.

Caso a ação seja formalizada, caberá à Justiça Eleitoral analisar se houve infração à legislação vigente e se a conduta se enquadra como promoção pessoal com finalidade eleitoral fora do prazo legal.

Contexto político e reações

O episódio ocorre em meio a um ambiente político já aquecido, mesmo fora do calendário eleitoral oficial. No mesmo fim de semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve presente na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, onde foi homenageado por uma escola de samba durante o desfile do Grupo Especial.

A homenagem também gerou críticas por parte de setores da oposição, que apontaram possível uso político do evento cultural. As manifestações reforçam o clima de disputa antecipada entre grupos políticos, com ações e reações ocorrendo em diferentes frentes.

A eventual representação do PT ainda está em fase de análise interna e, caso seja protocolada, deverá ampliar o debate sobre os limites da atuação política em eventos públicos e culturais fora do período eleitoral.

Da redação Mídia News

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