
O senador eleito por Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PL), criticou nesta terça-feira (27) a política de gastos públicos do governo federal e defendeu a adoção de reformas estruturais para recuperar a confiança dos investidores e garantir o desenvolvimento econômico do Brasil.
As declarações ocorreram após a forte turbulência registrada no mercado financeiro na segunda-feira (26), primeiro pregão depois do segundo turno das eleições presidenciais.
Segundo Azambuja, o país começa a enfrentar as consequências de decisões econômicas que, em sua avaliação, priorizaram interesses eleitorais em detrimento do equilíbrio das contas públicas.
Mercado financeiro registra forte queda após eleições
O Ibovespa encerrou a primeira sessão após as eleições com queda de 13,88%, aos 176.608,23 pontos, conforme os números apresentados. O recuo teria sido o maior desde março de 2020, com acionamento do mecanismo de interrupção temporária das negociações, conhecido como circuit breaker.
No mercado de juros futuros, o contrato DI para janeiro de 2031 passou de 12,642% para 15,185%, enquanto o vencimento de janeiro de 2028 avançou para 14,80%.
Diante da instabilidade, o Banco Central teria atuado com US$ 3,75 bilhões no mercado de câmbio futuro, enquanto o Tesouro Nacional realizou operações de recompra de títulos públicos no valor de R$ 7,1 bilhões.
Reinaldo critica despesas de caráter eleitoral
Para o senador eleito, o governo precisa estabelecer prioridades e evitar que o crescimento das despesas comprometa os investimentos necessários à população.
“Não é aceitável gastar bilhões em benefícios de caráter eleitoral e depois exigir que a população pague a conta. O Brasil precisa de hospitais, escolas, segurança, moradias, infraestrutura e empregos”, afirmou.
Azambuja também declarou que o PL avalia medidas legais relacionadas a possíveis irregularidades eleitorais. As afirmações representam o posicionamento político do parlamentar e não constituem comprovação de irregularidades.
Experiência em Mato Grosso do Sul é apontada como referência
Ex-governador de Mato Grosso do Sul por dois mandatos, entre 2015 e 2022, Reinaldo Azambuja afirmou que a responsabilidade fiscal foi uma das diretrizes de sua administração.
Segundo ele, o equilíbrio das contas estaduais permitiu preservar investimentos em infraestrutura, segurança pública e políticas de desenvolvimento econômico.
“Sempre defendi, com base na nossa experiência em Mato Grosso do Sul, que é preciso gastar menos com o governo para investir mais nas pessoas. Sem equilíbrio fiscal, não há investimento. Sem investimento, não há desenvolvimento. E sem desenvolvimento, a vida não melhora”, destacou.
Agenda fiscal será prioridade no Senado
Eleito para assumir uma cadeira no Senado Federal em 2027, com mandato previsto até 2035, Azambuja pretende defender medidas voltadas à redução dos custos administrativos, à eficiência dos gastos públicos e à realização de reformas econômicas.
O parlamentar sustenta que o crescimento sustentável depende de estabilidade fiscal, segurança para investidores e capacidade do poder público de financiar serviços essenciais.
“O Brasil não pode continuar refém de um modelo que gasta para se manter no poder e adia as reformas necessárias para o país crescer. A política não pode ser um instrumento de sobrevivência de governos. Tem que ser um instrumento de transformação da vida das pessoas”, concluiu.
O debate sobre o equilíbrio das contas públicas deverá ocupar espaço na agenda econômica e legislativa do próximo governo, envolvendo propostas de controle de despesas, investimentos e manutenção dos programas sociais.
Da redação Mídia News Campo Grande





