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Jornal revela que Vorcaro é sócio em poços de petróleo na Venezuela

Reportagem aponta participação do empresário em operações no país governado por Nicolás Maduro e levanta questionamentos sobre negócios em meio a sanções internacionais

Uma reportagem publicada por um grande jornal brasileiro revelou que o empresário Daniel Vorcaro mantém participação societária em poços de petróleo na Venezuela, país governado por Nicolás Maduro e alvo de severas sanções econômicas internacionais. A informação reacende o debate sobre a presença de empresários estrangeiros em setores estratégicos venezuelanos e os riscos jurídicos e reputacionais envolvidos.

De acordo com a apuração, Vorcaro integra o quadro societário de empresas que operam ou detêm participação em campos petrolíferos no território venezuelano, em parceria com grupos locais e estruturas offshore. Os documentos analisados indicam que os negócios estariam vinculados a concessões firmadas com a estatal PDVSA (Petróleos de Venezuela S.A.), que enfrenta forte deterioração operacional e financeira desde o aprofundamento da crise política e econômica no país.

Especialistas em comércio internacional ouvidos pela reportagem afirmam que, embora a participação em ativos na Venezuela não seja automaticamente ilegal, ela exige atenção redobrada às normas de compliance, especialmente diante das sanções impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia a autoridades e entidades ligadas ao regime de Maduro. Dependendo da estrutura societária e das transações envolvidas, há risco de exposição a penalidades e restrições em mercados internacionais.

A matéria também destaca que a opacidade do setor petrolífero venezuelano e a utilização frequente de empresas de fachada dificultam a rastreabilidade dos investimentos. Organizações de transparência alertam que esse ambiente favorece práticas irregulares e pode servir de instrumento para lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Procurados, representantes do empresário afirmaram, por meio de nota, que todas as operações são legais, declaradas e em conformidade com a legislação brasileira e internacional, e que não há qualquer vínculo com autoridades sancionadas. O governo venezuelano, por sua vez, não se manifestou.

A revelação ocorre em um momento de crescente escrutínio internacional sobre negócios envolvendo a Venezuela, especialmente após recentes ações dos Estados Unidos e aliados contra integrantes do alto escalão do regime. Analistas avaliam que novas investigações podem surgir a partir da divulgação dos dados, ampliando a pressão sobre investidores estrangeiros com interesses no país.

Da redação Mídia News

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