Vaidade sob vigilância: Coreia do norte classifica implantes mamários como “Capitalistas”
Repressão aumenta contra mulheres que buscam padrões estéticos ocidentais, vistos como ameaça à ideologia do regime

A Coreia do Norte intensificou recentemente sua campanha de repressão contra manifestações de cultura e estética consideradas “capitalistas”, focando agora em mulheres que realizaram implantes mamários. Segundo relatos de fontes internas, a prática cirúrgica está sendo criminalizada e tratada como uma grave infração ideológica, representando mais um esforço do regime de Kim Jong Un para isolar o país de influências externas.
As autoridades norte-coreanas alegam que os implantes são uma representação de “vaidade burguesa” e um produto do estilo de vida decadente e superficial do Ocidente, particularmente da Coreia do Sul. A campanha de vigilância e punição tem como alvo mulheres em todo o país que buscam ou já realizaram o procedimento, que, apesar de ser proibido e extremamente arriscado em segredo, vinha sendo procurado por algumas que desejavam se alinhar a padrões de beleza globais.
Fontes indicam que as mulheres flagradas ou denunciadas por terem feito implantes estão sujeitas a duros interrogatórios, multas pesadas e, em alguns casos, são forçadas a remover cirurgicamente os implantes, mesmo sob condições médicas precárias e sem o devido acompanhamento. A repressão se estende a cirurgiões plásticos e intermediários que facilitam esses procedimentos clandestinos, que enfrentam penas ainda mais severas, incluindo prisão e campos de reeducação.
A medida é vista por analistas internacionais como parte de um esforço mais amplo do regime para reforçar o controle social e ideológico, combatendo qualquer sinal de “pensamento subversivo” que possa ameaçar a coesão interna. Ao rotular a cirurgia estética como um ato “capitalista”, o governo busca manter uma estética uniforme e modesta, alinhada aos seus princípios socialistas e de autossuficiência (Juche), reforçando a ideia de que a busca pela vaidade individual é incompatível com os valores do Estado.
Da redação Midia News

