Baixa procura pela vacina da gripe acende alerta com avanço do frio em Campo Grande
Capital já registra 753 casos de SRAG e 49 mortes; autoridades de saúde reforçam importância da imunização entre grupos prioritários

Com a chegada das primeiras frentes frias de 2026, a preocupação das autoridades de saúde aumenta em Campo Grande diante do crescimento de doenças respiratórias. Dados da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) apontam que a Capital já contabiliza 753 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 49 óbitos relacionados às complicações respiratórias neste ano.
Entre os casos confirmados de influenza, popularmente conhecida como gripe, foram registrados 69 diagnósticos e 11 mortes, cenário que acende o alerta para os próximos dias, principalmente com a previsão de queda nas temperaturas.
A superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo, destacou que o período de inverno favorece a circulação de vírus respiratórios, elevando o risco de agravamento em pessoas vulneráveis.
“O risco do inverno é esse: as frentes frias trazem à tona a circulação de vírus. O quadro clínico do paciente define a gravidade. Idosos e pessoas com comorbidades têm maior chance de evoluir para casos graves e até morte”, afirmou.
Segundo a Sesau, diferentes vírus respiratórios exigem atenção. O rinovírus, responsável pelo resfriado comum, é o mais frequente e também pode causar complicações graves em alguns pacientes. Já a influenza apresenta maior potencial de mortalidade entre adultos jovens, idosos e pessoas com doenças crônicas.
Outro agente preocupante é o vírus sincicial respiratório, considerado mais perigoso para crianças menores de dois anos. A Vigilância em Saúde reforça que as baixas temperaturas favorecem o aumento de casos de gripe, resfriados e infecções respiratórias mais severas, principalmente entre idosos, gestantes, crianças, puérperas e pessoas com comorbidades.
Apesar dos alertas, a cobertura vacinal contra a influenza permanece abaixo do esperado. Atualmente, apenas 30,7% do público prioritário foi imunizado em Campo Grande, índice considerado insuficiente para reduzir os impactos da doença durante o inverno.
“A vacina contra influenza é fundamental. Precisamos que a população que faz parte do público prioritário faça a adesão, procure as unidades de saúde para se imunizar. A vacina tem justamente esse papel, de reduzir as complicações”, ressaltou Veruska Lahdo.
A ampliação da vacinação para outros públicos ainda depende de autorização do Ministério da Saúde e do envio de novas doses pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Enquanto isso, a recomendação das autoridades é manter medidas preventivas, como higienização frequente das mãos, uso de máscaras em caso de sintomas gripais, evitar ambientes fechados e aglomerações, além de procurar atendimento médico diante de sinais de agravamento.
A Sesau reforça que crianças, idosos, gestantes, puérperas e pessoas com doenças crônicas devem buscar a unidade de saúde mais próxima para receber a vacina contra a gripe e reduzir os riscos de complicações durante o período de frio.
Da redação Mídia News





