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Irã executa mulher de 28 anos após ela dar à luz dentro da prisão

Asma Zarei foi condenada pela morte do marido e deixou um filho de apenas dois anos após ser enforcada em prisão no noroeste do Irã

O regime do Irã voltou a ser alvo de críticas internacionais após a execução de uma mulher de 28 anos que havia dado à luz enquanto estava presa. Identificada como Asma Zarei, ela foi enforcada na prisão central de Ardabil, no noroeste iraniano, segundo informações divulgadas por organizações de direitos humanos.

O caso ganhou repercussão mundial nesta terça-feira (26), após ser confirmado pela organização Iran Human Rights, sediada na Noruega. De acordo com a entidade, Asma havia sido presa há cerca de três anos, acusada de matar o marido com comprimidos. Ela foi condenada à chamada “qisas”, conceito da legislação islâmica que prevê punição equivalente ao crime cometido.

Segundo relatos obtidos pela organização, a iraniana estava grávida no momento da prisão e deu à luz dentro do sistema penitenciário. A criança, atualmente com dois anos, ficou sem a mãe após a execução ocorrida em 20 de maio. Antes de morrer, Asma teria escrito uma carta pedindo para que a própria mãe assumisse a criação do filho.

As informações apontam ainda que ela foi transferida para uma cela solitária um dia antes da execução, onde recebeu uma última visita de familiares. O caso não foi divulgado oficialmente pelas autoridades iranianas nem pela imprensa estatal do país.

Organizações internacionais afirmam que Asma Zarei foi a sexta mulher executada no Irã apenas em 2026. Relatórios recentes mostram crescimento no número de execuções femininas no país. Em 2025, pelo menos 48 mulheres foram executadas, muitas delas condenadas por assassinato de maridos ou parceiros.

Entidades de direitos humanos denunciam que diversas mulheres condenadas à morte no Irã eram vítimas de violência doméstica ou casamentos abusivos. Em vários casos, familiares das vítimas exigem o chamado “dinheiro de sangue” para evitar a execução, valor que muitas condenadas não conseguem pagar.

O episódio provocou forte reação de ativistas e ampliou o debate internacional sobre o uso da pena de morte no Irã, país que segue entre os que mais realizam execuções no mundo.

Da redação Mídia News

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