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Flávio Bolsonaro aciona STF contra Lula por ameaça e incitação ao crime

Notícia-crime pede investigação após discurso em Goiás; defesa afirma que fala do presidente gerou ameaças contra o senador nas redes sociais

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pedindo a abertura de investigação por supostos crimes de ameaça e incitação ao crime. A medida foi tomada após um discurso feito por Lula em Catalão, em Goiás, durante a inauguração de um campus do Instituto Federal Goiano.

Na fala, o presidente criticou integrantes da família Bolsonaro e chamou Flávio de “vendilhão da pátria” e “traidor”, ao comentar articulações políticas envolvendo os Estados Unidos. Lula também fez referência histórica à Inconfidência Mineira e afirmou que Joaquim Silvério dos Reis, delator de Tiradentes, teria sido enforcado, frase que gerou forte reação entre aliados do senador.

A defesa de Flávio sustenta que a declaração ultrapassou o limite da crítica política e teria criado um ambiente de hostilidade contra o parlamentar. Segundo os advogados, o discurso teria associado o senador à figura de um traidor e sugerido, ainda que de forma indireta, punição violenta contra ele.

No documento encaminhado ao STF, a defesa também cita a repercussão nas redes sociais. De acordo com os advogados, nas 24 horas seguintes ao discurso, foram identificadas mais de 1.600 publicações no X, antigo Twitter, com supostas ameaças contra Flávio Bolsonaro e familiares. As postagens teriam usado expressões ligadas a violência, como “matar”, “fuzilar”, “esfaquear” e “atentados”.

O caso agora dependerá de análise no Supremo Tribunal Federal. A notícia-crime é um pedido para que a Corte avalie se há elementos suficientes para abertura de investigação formal. Até o momento, não há condenação nem decisão judicial reconhecendo crime por parte do presidente.

O episódio amplia a tensão política entre governo e oposição e deve ter novos desdobramentos no campo jurídico e eleitoral. A defesa de Flávio afirma que busca responsabilização pelas declarações. O Palácio do Planalto, segundo publicações da imprensa nacional, não havia se manifestado até a divulgação inicial do caso.

Da redação Mídia News

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