
O Galleri, exame de sangue desenvolvido pela empresa norte-americana Grail, vem chamando atenção por prometer identificar sinais de mais de 50 tipos de câncer a partir de uma simples coleta de sangue. A tecnologia analisa fragmentos de DNA circulante no sangue em busca de alterações associadas a células tumorais e, quando detecta um sinal suspeito, pode indicar a provável localização do câncer no organismo.
A proposta é ampliar a detecção precoce, especialmente de tumores que hoje não contam com exames de rastreamento amplamente recomendados. No entanto, especialistas reforçam que o Galleri não substitui exames tradicionais, como mamografia, colonoscopia, papanicolau, tomografia de baixa dose para grupos de risco e avaliação médica individualizada.
Apesar do avanço tecnológico, o exame ainda passa por avaliação científica e regulatória. A Grail informou em 2026 que submeteu pedido de aprovação ao FDA, órgão regulador dos Estados Unidos, mas o teste ainda não tem aprovação plena como exame de rastreamento populacional.
Outro ponto importante é que estudos recentes trouxeram resultados mistos. Um grande ensaio clínico no Reino Unido, com mais de 140 mil participantes, não atingiu seu objetivo principal de reduzir de forma estatisticamente significativa os diagnósticos em estágios avançados, embora tenha apontado sinais considerados promissores pela empresa.
Sobre a chegada ao Brasil, a informação de disponibilidade ampla em 2025 deve ser tratada com cautela. Há registros de divulgação em clínicas e laboratórios privados, mas não há confirmação de incorporação ao SUS, cobertura ampla por planos de saúde ou adoção como rastreamento oficial.
Da redação Mídia News





