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TSE rejeita ação do PT que buscava barrar filme inspirado na trajetória de Bolsonaro

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral entendeu que autores da ação não tinham legitimidade para apresentar o pedido; mérito do caso não foi analisado

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, rejeitou nesta sexta-feira (12) a ação apresentada por integrantes ligados ao PT que buscava impedir a exibição do filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A representação foi protocolada pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG), em conjunto com advogados do Grupo Prerrogativas. O argumento central era de que o lançamento do longa poderia beneficiar eleitoralmente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como possível candidato à Presidência da República nas eleições de 2026.

Os autores também questionaram o financiamento da obra e sustentaram que a estreia do filme, prevista para setembro, poderia influenciar o cenário eleitoral por ocorrer próximo ao primeiro turno.

No entanto, ao analisar o caso, Kassio Nunes Marques decidiu rejeitar a ação por uma questão processual, sem entrar no mérito das alegações apresentadas.

Segundo o ministro, a jurisprudência do TSE estabelece que somente candidatos que disputam eleição na mesma circunscrição podem propor esse tipo de representação relacionada à propaganda eleitoral. Como Rogério Correia é pré-candidato à reeleição para deputado federal por Minas Gerais, ele não teria legitimidade para questionar uma eventual candidatura de abrangência nacional.

Em trecho da decisão, o presidente do TSE afirmou:

“Os representantes não disputam eleição na circunscrição nacional. Rogério Correia é pré-candidato ao cargo de deputado federal em Minas Gerais, enquanto Marco Aurélio de Carvalho sequer alegou pretensão de concorrer nas Eleições 2026.”

Com isso, o pedido foi arquivado, e o filme segue sem impedimentos judiciais até o momento.

A ação havia sido noticiada ainda em maio e gerou intenso debate político sobre os limites entre liberdade de expressão artística, propaganda eleitoral antecipada e possível influência de obras audiovisuais no processo democrático. Especialistas já apontavam que havia dificuldades jurídicas para que o TSE determinasse a suspensão da estreia apenas com base em supostos efeitos eleitorais futuros.

O longa Dark Horse é uma produção internacional dirigida por Cyrus Nowrasteh e escrita pelo deputado federal Mário Frias. O ator Jim Caviezel, conhecido pelo papel em A Paixão de Cristo, interpreta Jair Bolsonaro. A previsão de estreia nos cinemas brasileiros é 11 de setembro de 2026.

Da redação Mídia News

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