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Ex-prefeito de Delta (MG) vira réu após ser acusado de levar ar-condicionado da prefeitura para casa

Equipamento público foi encontrado lacrado na residência de Marcos Roberto Estevam durante operação da Polícia Civil; Justiça de Minas Gerais aceitou denúncia por peculato

O ex-prefeito de Delta, no Triângulo Mineiro, Marcos Roberto Estevam, tornou-se réu na Justiça de Minas Gerais após a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual ser aceita pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Ele é acusado de peculato e desvio de bem público após um aparelho de ar-condicionado comprado com recursos da prefeitura ser encontrado em sua residência.

A decisão foi tomada pela 3ª Câmara Criminal do TJMG, que considerou haver indícios suficientes para a abertura de uma ação penal contra o ex-gestor. Segundo a acusação, o equipamento pertencia ao município e teria sido retirado da estrutura pública sem autorização formal.

O caso veio à tona durante uma operação da Polícia Civil realizada em dezembro de 2024. Na ocasião, investigadores encontraram o aparelho dentro da casa de Marcos Roberto Estevam ainda lacrado, na embalagem original. Conforme a investigação, o equipamento havia sido adquirido pela prefeitura e tinha como destino uma unidade pública municipal, como o Centro de Cultura de Delta.

Durante a apuração, o então prefeito afirmou que o ar-condicionado estava guardado provisoriamente em sua residência porque seria instalado posteriormente em outro prédio público. A justificativa, porém, foi questionada pelo Ministério Público, que apontou falta de documentos ou atos administrativos que autorizassem a retirada do bem da prefeitura.

Segundo o Ministério Público, servidores ouvidos durante a investigação disseram desconhecer a existência de uma autorização para que o equipamento permanecesse fora das dependências municipais. A acusação sustenta que a localização do aparelho na residência do prefeito, próximo ao encerramento do mandato, reforçou os indícios investigados.

Com o recebimento da denúncia, o ex-prefeito passa a responder oficialmente ao processo criminal. A condição de réu, entretanto, não representa condenação: ao longo da ação, a defesa poderá apresentar argumentos e provas, enquanto a Justiça deverá analisar os fatos antes de uma decisão final.

Da redação Mídia News

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