
A editora-executiva do jornal O Globo, Flávia Barbosa, questionou publicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a relação dele com o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, atualmente investigado pela Polícia Federal (PF) em inquéritos que apuram suspeitas de tráfico de influência e corrupção.
A manifestação ocorreu após declarações de Lula sobre as investigações envolvendo o filho. Ao comentar o caso, o presidente afirmou que não interfere no trabalho da Polícia Federal e defendeu que Lulinha apresente sua defesa e responda pelas próprias atitudes caso sejam comprovadas irregularidades.
Flávia Barbosa, porém, colocou em dúvida o alegado desconhecimento do presidente sobre as atividades empresariais e articulações atribuídas ao filho. Em comentário que ganhou repercussão nas redes sociais, a jornalista lançou a pergunta: “Que pai é esse?”, ao abordar a versão de que Lula não teria conhecimento detalhado dos negócios mantidos por Lulinha.
As investigações da PF apuram, entre outros pontos, se Lulinha teria atuado em conjunto com a empresária e lobista Roberta Luchsinger em tratativas relacionadas ao mercado de cannabis medicinal e a possíveis negócios com órgãos do governo federal. Segundo informações atribuídas às apurações policiais, mensagens e outros elementos levantaram suspeitas de uma “comunhão de interesses econômicos” entre os investigados.
Outro inquérito investiga possível tráfico de influência envolvendo a Dataprev. As suspeitas surgiram a partir de desdobramentos de investigações conduzidas pela Polícia Federal, embora os procedimentos contra Lulinha não signifiquem que ele tenha sido condenado ou considerado culpado pelos crimes investigados.
A defesa de Lulinha nega irregularidades e sustenta que ele não participou de atos ilícitos. Advogados também têm criticado o vazamento de informações sigilosas das investigações. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), chegou a determinar que a Polícia Federal apurasse o vazamento de dados relacionados aos inquéritos.
Lula, por sua vez, afirmou que o filho não terá qualquer tipo de proteção por parte do governo. O presidente declarou confiar na inocência de Lulinha, mas disse que ele deverá provar isso perante as autoridades responsáveis pelas investigações.
A repercussão das suspeitas envolvendo o filho do presidente aumentou nos últimos dias e passou a ocupar espaço relevante no debate político e eleitoral de 2026, principalmente nas redes sociais.
Da redação Mídia News Campo Grande





