Enviados dos EUA chegam a Moscou para tentar avançar em acordo de paz entre Rússia e Ucrânia
Steve Witkoff e Jared Kushner levam proposta do governo Trump e devem se reunir com Vladimir Putin antes de seguir para Kiev
Os enviados dos Estados Unidos Steve Witkoff e Jared Kushner chegaram neste sábado (5) a Moscou para uma nova tentativa diplomática de avançar nas negociações para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia, conflito que já entrou no quinto ano.
A aeronave que transportava os representantes norte-americanos pousou no Aeroporto Internacional de Vnukovo, na capital russa. A delegação foi recebida pelo representante especial da Presidência da Rússia, Kirill Dmitriev.
Witkoff, enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e Kushner, genro do presidente norte-americano e participante das articulações diplomáticas da Casa Branca, devem se reunir com o presidente russo Vladimir Putin no Kremlin.
Trump afirmou que os dois negociadores viajam com uma proposta norte-americana destinada a tentar encerrar o conflito. Os detalhes do plano, entretanto, ainda não foram divulgados publicamente.
Negociação enfrenta posições divergentes
A missão ocorre em meio às dificuldades para aproximar as posições de Moscou e Kiev. Entre os principais obstáculos estão as disputas territoriais e as condições apresentadas pela Rússia para um eventual acordo.
Moscou exige, entre outros pontos, que a Ucrânia abra mão de territórios reivindicados pela Rússia e abandone suas pretensões de ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O governo ucraniano rejeita essas condições e sustenta que qualquer negociação deve preservar a soberania e a integridade territorial do país.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, evitou antecipar o conteúdo das novas propostas norte-americanas e afirmou que será necessário aguardar as conversações entre Putin, Witkoff e Kushner.
Enviados devem seguir para Kiev
Depois dos compromissos em Moscou, Witkoff e Kushner têm previsão de viajar para Kiev neste domingo (6), onde deverão se reunir com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
Zelensky confirmou anteriormente a expectativa de receber os representantes norte-americanos e afirmou que o governo ucraniano pretende analisar as propostas apresentadas pelos enviados e a resposta obtida durante a passagem deles por Moscou.
A movimentação diplomática também levou a uma redução temporária das hostilidades. Putin determinou uma suspensão de 72 horas dos ataques contra Kiev durante a missão dos enviados norte-americanos. Zelensky também indicou que a Ucrânia interromperia ataques aéreos durante o período relacionado às negociações.
Apesar da nova ofensiva diplomática de Washington, permanecem grandes diferenças entre Rússia e Ucrânia, e ainda não há indicação de que Moscou e Kiev tenham chegado a um entendimento sobre os principais pontos necessários para um eventual cessar-fogo permanente.
Da redação Mídia News Campo Grande

