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Rotina de consultas ao oftalmologista varia conforme a idade, orienta CBO

Conselho Brasileiro de Oftalmologia recomenda acompanhamento desde os primeiros dias de vida e consultas anuais a partir dos 40 anos O cuidado com a saúde dos olhos deve começar ainda nos

O cuidado com a saúde dos olhos deve começar ainda nos primeiros dias de vida e continuar durante todas as fases da vida. Documento divulgado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) estabelece parâmetros para a realização de consultas e exames oftalmológicos conforme a faixa etária e a presença de fatores de risco.

As orientações foram apresentadas durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, realizado em Salvador. Segundo o CBO, consultas periódicas permitem identificar doenças que podem evoluir de maneira silenciosa e, em alguns casos, provocar perda irreversível da visão.

Cuidados começam na maternidade

Nos recém-nascidos, a recomendação é realizar o teste do reflexo vermelho, conhecido como teste do olhinho, nas primeiras 72 horas de vida ou antes da alta da maternidade. Alterações no exame exigem encaminhamento ao oftalmologista.

Durante os primeiros três anos, o teste deve continuar integrando as avaliações médicas, acompanhado da observação do desenvolvimento da visão, da capacidade de fixação e do alinhamento dos olhos.

Entre seis e 12 meses, o CBO recomenda a primeira consulta oftalmológica completa. Já entre 3 e 5 anos, a criança deve passar por pelo menos uma avaliação completa, preferencialmente antes do início da alfabetização.

Na idade escolar e durante a adolescência, o acompanhamento deve continuar periodicamente. O período entre 12 e 18 anos merece atenção especial por coincidir com uma fase de maior aparecimento e progressão da miopia entre estudantes.

A partir dos 40 anos, consulta deve ser anual

Adultos com até 39 anos também devem realizar avaliações periódicas mesmo sem sintomas, já que determinadas alterações oculares podem surgir de maneira silenciosa.

A partir dos 40 anos, a orientação é fazer consulta oftalmológica pelo menos uma vez por ano. Nessa fase, aumenta a ocorrência de problemas como glaucoma e presbiopia, popularmente chamada de vista cansada.

Para os idosos, o acompanhamento anual também é considerado o mínimo recomendado, com atenção principalmente para catarata, glaucoma e degeneração macular relacionada à idade.

Diabetes e histórico familiar exigem mais atenção

Os intervalos podem ser menores para pessoas com fatores de risco. Pacientes com diabetes, histórico familiar de glaucoma e outras doenças oculares, miopia elevada ou que utilizam determinados medicamentos podem necessitar de acompanhamento mais frequente.

Pessoas que utilizam lentes de contato devem passar por avaliação pelo menos uma vez por ano. Crianças com miopia também precisam de controle regular, podendo chegar a consultas a cada seis meses quando a condição não está controlada.

Prematuros, pacientes que fazem uso prolongado de corticoides e pessoas com hipertensão, doenças reumatológicas ou autoimunes também estão entre os grupos que podem necessitar de vigilância individualizada.

Segundo o CBO, a maior parte das causas de cegueira e deficiência visual pode ser evitada ou tratada quando identificada precocemente. No Brasil, a entidade estima que aproximadamente 1,5 milhão de pessoas sejam cegas, cenário que pode se agravar com o envelhecimento da população.

Da redação Mídia News Campo Grande

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