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Jovem de 26 anos quase perde parte do pulmão após anos usando narguilé e vape

Ariane Lima Correia começou a fumar aos 16 anos em encontros com amigos e hoje enfrenta tratamento prolongado após graves problemas pulmonares

O que começou como um hábito social entre amigos acabou se transformando em uma longa batalha pela saúde. A empreendedora Ariane Lima Correia, de 26 anos, relatou que quase precisou retirar parte do pulmão depois de anos utilizando narguilé e cigarro eletrônico.

Ariane começou a fumar narguilé aos 16 anos, principalmente durante festas e encontros. Segundo ela, o consumo era comum entre os jovens de seu círculo social e, posteriormente, o cigarro eletrônico também passou a fazer parte da rotina, especialmente nos fins de semana.

Os primeiros problemas mais graves apareceram em 2023. Ariane passou a apresentar episódios recorrentes de tosse seca, febre e dor nas costas. Em julho daquele ano, uma mancha encontrada no pulmão levou os médicos a investigar doenças como pneumonia e até câncer.

O quadro exigiu uma internação de 45 dias. Segundo o relato da jovem, os médicos chegaram a dizer que seu pulmão apresentava aspecto semelhante ao de uma pessoa mais velha que tivesse fumado durante muitos anos. Foram identificadas cavitações no tecido pulmonar e chegou a ser considerada a retirada de parte do pulmão superior esquerdo.

Tuberculose e nova infecção

Os problemas continuaram. Em fevereiro de 2024, exames confirmaram que Ariane estava com tuberculose. Durante o tratamento, ela sofreu forte perda de peso e chegou a desmaiar.

Mais tarde, uma nova investigação identificou infecção por Mycobacterium avium, bactéria diferente daquela responsável pela tuberculose. Desde o início dos problemas de saúde, Ariane perdeu cerca de 18 quilos e passou a enfrentar importantes limitações físicas.

Atualmente, ela ainda realiza tratamento. Três vezes por semana recebe medicamentos por meio de um cateter em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e também retorna semanalmente ao Hospital das Clínicas de São Paulo para acompanhamento.

Especialistas alertam para riscos

Médicos alertam que o consumo ocasional de narguilé ou cigarro eletrônico não elimina os riscos. A água utilizada no narguilé, ao contrário do que muitos usuários acreditam, não funciona como filtro capaz de retirar as substâncias tóxicas da fumaça.

Além disso, a combustão do carvão utilizado no equipamento libera monóxido de carbono e material particulado. Já os cigarros eletrônicos produzem aerossóis que podem conter nicotina, partículas ultrafinas, metais e compostos orgânicos voláteis, além de substâncias potencialmente tóxicas formadas durante o aquecimento.

Entre as complicações relacionadas ao vaping está a EVALI, lesão pulmonar associada ao uso de cigarros eletrônicos, que pode provocar tosse, falta de ar e, nos casos mais graves, insuficiência respiratória.

Depois da experiência, Ariane afirma que não pretende voltar a fumar. O tratamento e as consequências das doenças mudaram sua rotina, inclusive a prática de atividades físicas.

O caso serve de alerta principalmente para jovens que consideram narguilés e cigarros eletrônicos alternativas menos prejudiciais ao cigarro convencional. Mesmo o consumo social ou concentrado nos fins de semana pode representar exposição a substâncias tóxicas e provocar danos ao sistema respiratório.

Da redação Mídia News Campo Grande

Flávio Fontoura

Flávio Fontoura é jornalista, fundador e editor-chefe deste portal, onde assina a maioria das reportagens. utiliza sua expertise no setor audiovisual e sua visão empreendedora para liderar a linha editorial do site, unindo o rigor da informação à dinâmica da produção de conteúdo moderno.

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