
A Febre do Nilo Ocidental é uma doença viral transmitida principalmente pela picada de mosquitos infectados, especialmente os do gênero Culex, popularmente conhecidos como pernilongos. A infecção pode passar despercebida na maioria das pessoas, mas, em situações mais raras, pode atingir o sistema nervoso e provocar complicações graves.
Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 80% das pessoas infectadas não apresentam sintomas. Entre aquelas que desenvolvem manifestações clínicas, os quadros geralmente são leves e podem incluir febre de início súbito, mal-estar, dor de cabeça, dores musculares, náuseas, vômitos, dor nos olhos, perda de apetite, aumento dos gânglios linfáticos e manchas na pele.
Uma parcela pequena dos pacientes pode, entretanto, desenvolver a forma neurológica da doença. Estima-se que aproximadamente uma em cada 150 pessoas infectadas apresente complicações graves, como meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda.
Entre os sinais de alerta estão febre alta, rigidez no pescoço, desorientação, tremores, convulsões, fraqueza muscular, alterações do estado mental e paralisia. Pessoas que apresentarem sintomas neurológicos precisam procurar atendimento médico com urgência.
Não existe tratamento antiviral específico
Até o momento, não existe medicamento antiviral específico para combater a Febre do Nilo Ocidental em humanos. Também não há vacina recomendada para uso humano contra a doença no Brasil.
Nos casos leves, o tratamento é voltado ao controle dos sintomas e pode envolver repouso e reposição de líquidos, conforme avaliação médica. Pacientes que desenvolvem comprometimento do sistema nervoso podem necessitar de internação hospitalar.
Nas formas mais graves, o atendimento pode ocorrer em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com reposição intravenosa de líquidos, suporte respiratório e outras medidas destinadas a reduzir complicações e prevenir infecções secundárias.
Prevenção começa pelo combate aos pernilongos
Como não existe vacina disponível para humanos, evitar a picada do mosquito é uma das principais formas de proteção. O Ministério da Saúde recomenda o uso adequado de repelentes, instalação de telas em portas e janelas e redução da exposição aos mosquitos, especialmente nos horários em que há maior atividade dos vetores.
Também é importante eliminar recipientes e locais que possam servir de criadouros, evitando água parada e mantendo caixas e reservatórios de água devidamente protegidos.
O vírus circula principalmente em um ciclo envolvendo aves e mosquitos. Os pernilongos podem adquirir o vírus ao picar aves infectadas e posteriormente transmiti-lo a seres humanos, cavalos e outros animais.
A transmissão direta entre pessoas pelo contato cotidiano não é considerada uma forma de propagação da Febre do Nilo Ocidental.
Fonte: Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS).
Da redação Mídia News Campo Grande





