
A campanha eleitoral de 2026 trouxe uma mudança visual que chama atenção entre candidatos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado por São Paulo, e Vander Loubet (PT), que disputa uma vaga por Mato Grosso do Sul, adotaram identidades visuais predominantemente azuis, deixando o tradicional vermelho da esquerda em posição secundária.
No caso de Simone Tebet, a mudança é especialmente perceptível nas redes sociais e no material utilizado na campanha paulista. Azul, preto e prata predominam nas peças da candidata, enquanto o vermelho, associado tanto ao PT quanto ao campo político que sustenta a candidatura de Lula, praticamente desapareceu da comunicação visual.
Tebet chegou à disputa paulista depois de atender a uma articulação política que envolveu Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Em março, ela confirmou que concorreria ao Senado por São Paulo após pedido do presidente.
Situação semelhante ocorre em Mato Grosso do Sul. Vander Loubet, histórico dirigente do PT e candidato ao Senado, adotou azul, branco e amarelo em parte importante de seu material eleitoral. Segundo reportagem publicada pelo MS em Brasília, até a tradicional estrela petista apareceu em amarelo em determinadas peças.
A assessoria de Vander, entretanto, contesta a interpretação de que o candidato esteja escondendo sua ligação com o PT ou com Lula. Segundo a campanha, outros materiais destacam o presidente, a estrela vermelha e o número 13, inclusive nas redes sociais e nos programas eleitorais.
A ligação política de Vander com Lula, de fato, permanece explícita. O próprio candidato já declarou que pretende ser “o senador do presidente Lula” em Mato Grosso do Sul, e participou recentemente de gravações de material eleitoral ao lado do presidente.
A escolha das cores, portanto, permite uma leitura de reposicionamento da comunicação eleitoral, especialmente na tentativa de alcançar eleitores além da base tradicional da esquerda. No lançamento de sua campanha, Vander afirmou justamente que pretende ampliar o diálogo com setores e lideranças que ultrapassam as fronteiras partidárias.
Transformar essa estratégia visual em evidência de que a “marca Lula virou passivo eleitoral”, porém, exigiria dados adicionais — como pesquisas demonstrando rejeição especificamente à associação visual com Lula ou ao vermelho. Apenas a troca das cores não comprova, isoladamente, essa conclusão.
Da redação Mídia News Campo Grande





