
A lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, transferiu cerca de R$ 1,5 milhão para a conta de seu motorista, Ulisses Barbosa Viana Junior, em 32 operações realizadas entre fevereiro de 2024 e dezembro de 2025, segundo dados reunidos pela Polícia Federal (PF) e divulgados pela imprensa.
As movimentações financeiras fazem parte do material analisado pelos investigadores em apurações envolvendo a lobista e sua relação com o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os repasses teriam ocorrido em 17 dos 23 meses compreendidos no período analisado.
Dinheiro em espécie
Além das transferências bancárias, a investigação identificou operações envolvendo dinheiro vivo. Em junho de 2025, segundo relatório citado pela imprensa, Ulisses recebeu R$ 300 mil em espécie, divididos em duas quantias: R$ 100 mil e R$ 200 mil.
Mensagens encontradas no celular de Roberta indicam que o motorista era utilizado para realizar saques, depósitos e pagamentos. A própria PF passou a tratá-lo, no contexto da investigação, como possível operador financeiro e indicou a necessidade de aprofundar a análise das movimentações.
Em um dos episódios descritos pela investigação, após receber os R$ 300 mil, o motorista teria sido orientado a separar parte do dinheiro para depósitos, incluindo R$ 50 mil destinados à conta de uma agência de viagens. A PF relacionou essa agência à emissão de passagens utilizadas por Roberta e Lulinha.
Investigação sobre movimentações financeiras
A Polícia Federal apura suspeitas relacionadas a tráfico de influência, corrupção e movimentações financeiras envolvendo Roberta, Lulinha e outros personagens investigados. Reportagens anteriores também revelaram mensagens nas quais a lobista orientava Ulisses a fazer pagamentos e enviar comprovantes de depósitos.
A existência das transferências, por si só, não comprova a prática de crime pelo motorista ou pelos demais citados. As circunstâncias, a origem e o destino final dos recursos fazem parte das apurações.
A defesa de Lulinha vem negando irregularidades e criticando a divulgação de informações de investigações sob sigilo. Em manifestações anteriores, a defesa de Roberta também contestou conclusões atribuídas à PF sobre as movimentações investigadas.
Da redação Mídia News Campo Grande





