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Anexo rejeitado pela PGR cita reunião de Vorcaro com Padilha no Planalto e suposta cobrança de propina

Documento atribui ao banqueiro Daniel Vorcaro relato sobre exigência de pagamentos para facilitar o acesso do Banco Master a fundos de pensão; acusações ainda dependem de comprovação.

Um anexo relacionado ao caso Banco Master, que teria sido rejeitado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), apresenta acusações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre Padilha. Segundo o conteúdo relatado, integrantes de um grupo supostamente ligado ao ministro teriam exigido pagamentos indevidos para facilitar o acesso do Banco Master a recursos de fundos de pensão.

O material também menciona uma reunião entre Vorcaro e Padilha no Palácio do Planalto, em Brasília. A referência ao encontro, entretanto, não comprova, por si só, a existência de negociação ilícita ou participação do ministro em eventual esquema de corrupção.

Documento aponta suposta cobrança de 10% sobre investimentos

De acordo com o anexo divulgado nesta sexta-feira (9), as supostas negociações teriam ocorrido entre 2024 e 2025, período em que Alexandre Padilha ocupava o Ministério das Relações Institucionais.

Vorcaro afirma que um intermediário identificado como Júlio teria apresentado uma proposta para captar investimentos de entidades previdenciárias federais em letras financeiras do Banco Master. Em contrapartida, o grupo supostamente exigiria uma comissão ilegal equivalente a 10% dos valores captados.

O documento menciona a Petros, fundo de pensão ligado à Petrobras, e o Postalis, responsável pela previdência complementar de empregados dos Correios.

Segundo a narrativa atribuída ao banqueiro, a expectativa seria conseguir R$ 10 bilhões em investimentos, o que representaria até R$ 1 bilhão em pagamentos ilícitos.

Relato menciona pagamentos de R$ 500 mil e R$ 6 milhões

O anexo também descreve um jantar realizado em Brasília, que teria contado com a presença de Padilha e de Olavo Noleto, então secretário-executivo do ministro.

Conforme a versão apresentada, um intermediário teria solicitado o adiantamento de R$ 500 mil em propina.

Em outro episódio, Vorcaro afirma que uma operação de R$ 60 milhões envolvendo um fundo previdenciário municipal de Goiás teria resultado no pagamento de R$ 6 milhões a integrantes do suposto grupo, por meio de um contrato fictício de prestação de serviços.

Essas transferências são alegações contidas no material divulgado e não podem ser tratadas como pagamentos comprovados.

PGR rejeitou material e Polícia Federal contesta relato

A Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal não acolheram a proposta de colaboração apresentada pela defesa de Vorcaro.

Em manifestação oficial nesta sexta-feira (9), a Polícia Federal esclareceu que o banqueiro não prestou depoimento com o conteúdo divulgado nem entregou à instituição anexos ou documentos com aquelas informações.

A corporação também informou ter recebido uma notícia-crime relacionada à publicação, encaminhada para análise e providências cabíveis.

A rejeição do material representa um ponto central da controvérsia, uma vez que as acusações não foram acompanhadas de elementos considerados suficientes pelas autoridades para formalizar a colaboração.

Padilha nega acusações e anuncia medidas judiciais

O ministro Alexandre Padilha rejeitou as acusações e afirmou que jamais atuou ou autorizou terceiros a agir em benefício de Daniel Vorcaro ou do Banco Master.

Padilha também questionou a autenticidade dos materiais divulgados e informou ter solicitado providências à Advocacia-Geral da União (AGU), incluindo pedido de direito de resposta e análise técnica do áudio relacionado ao caso.

Olavo Noleto igualmente negou qualquer recebimento de recursos ou benefícios provenientes do banqueiro.

O episódio amplia a repercussão política do caso Banco Master, mas as suspeitas envolvendo Padilha e os demais citados permanecem sem comprovação pública suficiente para estabelecer responsabilidade criminal.

Da redação Mídia News Campo Grande

Flávio Fontoura

Flávio Fontoura é jornalista, fundador e editor-chefe deste portal, onde assina a maioria das reportagens. utiliza sua expertise no setor audiovisual e sua visão empreendedora para liderar a linha editorial do site, unindo o rigor da informação à dinâmica da produção de conteúdo moderno.

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