Pais são condenados após morte de recém-nascida que tinha vestígios de cocaína na chupeta
Casal foi responsabilizado pela morte da filha nos Estados Unidos; exames confirmaram intoxicação por cocaína e investigação encontrou drogas próximas a objetos utilizados pela bebê

Um casal foi condenado à prisão nos Estados Unidos após a morte da filha recém-nascida, identificada como Emilia Soll, em fevereiro de 2026, na cidade de Oregon, no estado de Ohio. A criança foi encontrada sem respirar quando tinha apenas cinco dias de vida e morreu três dias depois, no hospital. Exames toxicológicos identificaram cocaína no organismo da bebê, enquanto análises periciais encontraram vestígios da droga em uma de suas chupetas.
O pai, Justin Soll, de 32 anos, recebeu uma sentença de dez anos de prisão, enquanto a mãe, Shannon Wester, de 29 anos, foi condenada a cinco anos. Ambos se declararam culpados de homicídio involuntário, conforme a legislação norte-americana.
Bebê foi encontrada sem respirar durante a madrugada
O caso começou na madrugada de 22 de fevereiro, quando Justin acionou os serviços de emergência por volta das 4h, informando que a filha não estava respirando.
Segundo os registros policiais, os pais relataram que haviam alimentado a criança aproximadamente duas horas antes. Quando perceberam que ela estava inconsciente, solicitaram atendimento médico.
Equipes de socorro realizaram procedimentos de reanimação e encaminharam Emilia ao hospital. Apesar dos esforços médicos, a recém-nascida morreu em 25 de fevereiro.
Polícia encontrou cocaína e objetos utilizados para consumo de drogas
Durante as investigações, policiais encontraram cocaína, seringas, cachimbos de vidro e outros materiais associados ao consumo de entorpecentes no quarto onde a família vivia.
Os objetos estavam misturados a produtos destinados aos cuidados da recém-nascida, incluindo chupetas e outros acessórios infantis.
Uma análise realizada pelo órgão de investigação criminal de Ohio confirmou a presença de vestígios de cocaína em uma das chupetas da criança.
O exame toxicológico também identificou cocaína e um metabólito da substância em uma amostra de urina coletada após a morte.
Laudo confirmou intoxicação por cocaína
O Instituto Médico-Legal do Condado de Lucas concluiu que Emilia morreu em consequência de encefalopatia anóxica provocada pela toxicidade da cocaína.
A condição ocorre quando o cérebro sofre danos decorrentes da falta de oxigenação adequada, situação que pode provocar lesões graves e irreversíveis.
A morte foi oficialmente classificada como homicídio pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Embora os vestígios encontrados na chupeta tenham sido considerados relevantes, os elementos divulgados não estabeleceram definitivamente por qual meio a droga entrou no organismo da criança.
Justiça responsabilizou os pais pela morte
Justin Soll declarou-se culpado em outubro e recebeu sua sentença em 4 de novembro. Durante a audiência, o juiz considerou o histórico criminal do acusado e sua responsabilidade pelos cuidados com a recém-nascida.
Shannon Wester também admitiu responsabilidade pelo crime e foi sentenciada em 30 de outubro.
Além das condenações relacionadas à morte da filha, os dois receberam penas de 11 meses por posse de cocaína, determinadas para cumprimento simultâneo às sentenças principais.
O caso provocou repercussão pela pouca idade da vítima e pelas condições em que a criança vivia. A investigação evidenciou os riscos da exposição de recém-nascidos a ambientes onde substâncias ilícitas são manipuladas ou consumidas.
A morte de Emilia também reforçou a importância da proteção integral de crianças, especialmente nos primeiros dias de vida, quando dependem completamente dos cuidados e da segurança proporcionados pelos responsáveis.
Da redação Mídia News Campo Grande





